quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

UM FELIZ ANO NOVO!



O Apocalipse em nosso olhar

Cada geração tem seu próprio Apocalipse, e, tanto mais quanto a viagem espiralada da História no tempo linear aconteça, chegando nós cada vez mais próximos aos Arquétipos finais da Profecia, tanto mais fácil tornar-se-á discernir os “poderes” em ação na História conforme nos relata o Apocalipse, e, isso, cada vez mais com as configurações finais propostas pelo Livro.

Então, como viver sabendo que vivo o Fim dos Tempos?

A resposta do Evangelho é uma só: Fazendo de você a melhor versão de você mesmo; andando em misericórdia, com a alma aberta ao faminto, e uma casa acolhedora no ambiente do ser; saciando as reais necessidades uns dos outros, e caminhando em permanente processo de transformação. Pois deste fel há de sair doçura!

Portanto, o que se diz é: Viva e seja o melhor mundo enquanto você vai...

O verdadeiro mundo acontece em você. Nele realize a paz. Nele efetive reconciliações. Nele busque a verdade, dentro de você. E assim, haverá, obviamente, inúmeras implicações do lado de fora...

...Enfim, que se existencialize na totalidade do seu ser e da sua existência o significado do que é Evangelho! Assim se tem que viver neste tempo! Seja a melhor versão de si mesmo em Cristo Jesus enquanto se vai... Porquanto nos é dito...

Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus.
Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.
Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disser todo mal contra vós.
Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós.

Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens.
Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus.

Que neste novo ano, novas sejam sempre as Boas Novas na sua vida!

Um feliz Ano Novo!

Caio

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

OS CAMPEÕES DA INFELICIDADE MUNDIAL!

Paulo disse que se a esperança de ser de Cristo é algo que se limita apenas aos horizontes da presente existência, então, quem assim seja e creia em Jesus, será o mais infeliz de todos os homens!

De fato, assim como “o reino de Jesus” não é deste mundo, do mesmo modo servi-Lo entre os homens com expectativa de “recompensa terrena” é a pior de todas as escolhas, posto que deste mundo que jaz no Maligno, o que Jesus diz é: “Aí vem o Príncipe desde mundo, e ele nada tem em mim!”

Jesus não serve aos propósitos deste mundo!

Por isto, uma fé em Jesus que seja apenas segundo a carne, conforme Paulo, ou apenas meramente “terrena, animal e demoníaca”, como diria Tiago, não realiza nada senão muita frustração.

Se eu quisesse alguma “recompensa” humana na Terra jamais seria discípulo de Jesus!

Dizer-se discípulo de Jesus qualquer um pode dizer-se, até o diabo. Mas, de fato, o ser discípulo Dele se mostra apenas por aquilo que na vida possa se mostrar como ato, gesto e decisão.

Ora, o Evangelho somente é Boa Nova para Hoje porque diz que o hoje não é o fim de nada, pois, de fato, nossa esperança está nos céus, de onde também aguardamos o Senhor Jesus, e, com Ele, tudo novo: um novo nome, uma nova cidade, um novo corpo, um novo ser, uma nova consciência, uma nova humanidade; onde não há religião, nem maldição, nem poder político, nem diversão como alienação, nem separação social ou racial, nem sexo como diferença, nem juízo, nem culpa, nem medo e nem morte; posto que tudo será amor como o amor é segundo Deus.

Tire, todavia, a esperança da Glória de Deus e a certeza da ressurreição da pulsão existencial do ser que se diz discípulo de Jesus, e, então, você verá o que Paulo disse acontecendo bem diante de você, no caso de tal discípulo ser um outro que não você mesmo, ou, então, se o antes discípulo é você hoje, sinta em você mesmo o poder da profecia existencial de Paulo, posto que sua infelicidade não terá rival na Terra.

Esse Jesus da Terra, esse Jesus da Prosperidade e do Poder, esse Jesus da “igreja” e do “cristianismo”, é o diabo.

Quem o segue morre seco e sem esperança!

Sim! Esse Jesus também dos livros, da Bíblia, das doutrinas, dos projetos sociais, dos messias cristãos, dos salvadores do mundo, dos teólogos, dos filósofos, dos pensadores e dos que acenam com esperanças feitas de ilusões humanas, é um deus de tristeza e de desesperança, pois, de fato, sendo honesto com Jesus segundo o Evangelho, fica claro que Jesus não serve para o mundo dos humanos nesta Terra.

Não dá para ser discípulo de Jesus sem sonhar com Novo Céu e Nova Terra, não desta ordem, não como o céu e a terra são hoje; e nem tampouco como os homens sonham com felicidade e com prosperidade; e nem ainda dá para ser como os cristãos que falam de vida eterna enquanto tudo o que desejam é imortalidade terrena e temporal.

Sim! Retire o céu eterno do coração do homem e o que sobrará será o diabo da Terra!

E mais: tal diabo é pura angustia, é total pulsão auto-destrutiva, é moção suicida em nome da vida!

Ou seja:

Esse discípulo sem céu no coração é o ser mais angustiado da Terra e torna-se a causa da grande angustia dos demais homens, posto que fale de eternidade enquanto rejeita a vida no espírito e na eternidade como quem rejeita o diabo.

Jesus é o objeto absoluto de contradição em razão de ser Quem de fato é. Mas o cristianismo é a grande contradição do Planeta em razão de não ser quem confessa ser e crer.

Os discípulos sem eternidade no ser são os grandes aflitos da humanidade e a causa do homem ficar pior do que já é, pois, como disse Jesus, uma casa mal assombrada que seja apenas visitada pelo libertador, mas que não seja por Ele ocupada, torna-se posteriormente mais mal assombrada do que a pior assombração não visitada um dia pela libertação.

Tornar-se existencialmente um ex-discípulo de Jesus é tudo o que de pior pode suceder a um homem, pois, como disse Pedro, melhor lhe teria sido jamais ter conhecido o caminho da verdade.

Mais felizes são todos os seres sem cristianismo da Terra do que os milhões de cristãos sem Jesus, e que odeiam a eternidade, temem a morte e amam o mundo, enquanto não cessam de anunciar um monte de coisas das quais, de fato, fogem como o diabo foge da Cruz.

Assim, profunda é a angustia do crente, embora, também, seja tragicamente simples de explicar.

Cada dia mais fica simples e claro para mim que qualquer percepção do Evangelho que não seja carregada de ressurreição e de vida eterna, é, por si só, uma contradição com a qual o espírito humano não suporta o convívio, e, por isto, entrega-se à fé dos saduceus, que é sem anjos, nem espírito e nem ressurreição dos mortos.

Ora, no caso dos “cristãos saduceus”, que são os que são discípulos de Jesus segundo a carne e as crenças simpáticas do Cristo Histórico, infelizmente o que lhes sobra como galardão existencial por uma fé tão sem fé, é apenas a angustia dos habitantes das casas assombradas, agora, sete vezes mais cheias de fantasmas do que antes.

Este é o veredicto da verdade. E quem pode contra ela?

Nele, que é a vida eterna,

Caio

26 de dezembro de 2008

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

É PARA OBEDECER OU ESQUECER!...

"Não se esqueçam de mim", diz o inseguro.

Sim! Pois os que não querem ser esquecidos quase nunca o ambicionam por desejarem ser uma inspiração para os outros, mas sim por medo de não se perenizarem entre os que os sucederem, numa ansiedade pagã por viverem nas conversas e nas lembranças dos que chegarem depois deles.

E é assim que muita gente se pereniza na culpa dos seres obrigados a lembrarem-se de doenças, defeitos, vaidades, superficialidades e inseguranças dos que pedem com juras para não serem esquecidos.

Jesus, porém, é diferente!

Ele diz: "Fazei isto em memória de mim!" — e ao assim dizer, Ele institui não a lembrança, mas o fazer.

Jesus não queria ser lembrado por ser lembrado. Se Ele quisesse ser apenas lembrado, teria pedido um busto numa praça, assim como os "evangélicos" gostam de praças da Bíblia e outros "bustos" erigidos à vaidade do poder.

Não! Jamais! Ele não queria ser lembrado e nem mencionado. O que Ele queria era ser obedecido em Seu ensino e modos em amor.

Esqueça Jesus, a menos que você deseje celebrá-lO fazendo as coisas em memória viva de amor por Ele.

"Fazei", diz Ele.

Fazei o quê?

Ora, diz Jesus:

Fazei o amor valer.

Fazei a Graça prevalecer como perdão e misericórdia.

Fazei a simplicidade conquistar os espaços pela alegria simples de servir.

Fazei cada um o outro superior a si mesmo.

Fazei a justiça ser conhecida não como discurso, mas sim como ato da própria vida.

Fazei a palavra ser glorificada pela obediência.

Fazei da vida com Deus a vossa vida entre os homens.

Fazei tudo de acordo com tudo que Eu fiz.

Do contrário, para que se lembrar dEle?

Um Jesus para ser lembrado e não ser obedecido é apenas o Jesus que se celebra como suicídio e morte nos ajuntamentos da religião.

A memória de Jesus é viva - Ele ressuscitou. Daí também a lembrança de Jesus não poder ser romântica e nem apenas "cúltica" ou ritual.

Ter a memória de Jesus é ter a alegria da obediência e do fazer conforme Ele.

"Fazei isto [e tudo] em memória de mim!"

NEle, que só quer ser lembrado se for para ser obedecido,

Caio

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UMA CARTA A UM JOVEM PASTOR...

De: Paulo, servo de Deus, e apóstolo de Jesus Cristo, segundo a fé dos eleitos de Deus, e o conhecimento da verdade, que é segundo a piedade, em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos; mas a seu tempo manifestou a sua palavra pela pregação que me foi confiada segundo o mandamento de Deus, nosso Salvador!

Para: Tito, meu verdadeiro filho, segundo a fé comum: Graça, misericórdia, e paz da parte de Deus Pai, e da do Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador!

Meu filho, te deixei em Creta para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam, e de cidade em cidade estabelecesses presbíteros, conforme já instruí: Gente que for irrepreensível, marido de uma mulher, que tenha filhos fiéis, que não possam ser acusados de dissolução e que não sejam desobedientes.

A razão é uma só: convém que o lider da igreja seja irrepreensível, como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem "chegado" ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância. Ao contrário, deve ter o testemunho de ser dado à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante; e que retenha firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes.

Digo isto pois a tarefa dele será árdua, porque como sabes, há muita gente desordenada, faladora, vã e enganadora, principalmente os judeus legalistas e os cristãos judaizantes—e também todos os que trocam a Cruz de Cristo pelas leis dos homens.

Acerca desses eu te digo que convém tapar a boca, pois são pessoas que transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância, são enganadores e aproveitadores.

Um deles, seu próprio profeta, disse: Os cretenses são sempre mentirosos, bestas ruins, ventres preguiçosos!

O que ele disse é verdadeiro. Portanto, eles mesmos se condenam no que falam. Então, repreende-os severamente, para que sejam sãos na fé...e não doentes e adoecedores de outros.

Para quem quiser ter uma fé sadia, eis meu conselho:

Não dêem ouvidos às fábulas judaicas e nem de qualquer outro tipo, nem tampouco dêem ouvidos aos mandamentos de homens que se desviam da verdade.

E o critério para se saber quem entendeu o que eu ensinei em Cristo, é simples:

Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados.

Tu me perguntas por que?

Ora, é que confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, e reprovados para toda a boa obra. Assim, as suas obras são más porque sua consciência é impura...e é assim porque a tudo vêem com impureza.

Dessa forma, quanto mais leis humanas impõe sobre os demais, mais adoecem ao próximo e mais adoecidos ficam eles mesmos.

Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina. Mas faze isto com todo sentido de propriedade e sabedoria, sabendo que tua missão é ajudar a abrir o entendimento de todos eles.

Assim, aos velhos, diga-lhes que sejam sóbrios, graves, prudentes, sãos na fé, no amor, e na paciência.

As mulheres idosas, semelhantemente, dize-lhes que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem.

Isto para que as mais idosas possam ensinar as mulheres mais novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos.

Além disso, devem também ser moderadas, sexualmente desejosas de seus maridos e mentalmente dedicadas e fiéis aos seus sentimentos, boas donas de casa, capazes de se sujeitarem a seus maridos pelo respeito e pela admiração, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada.

Exorta semelhantemente os jovens a que sejam moderados. A juventude chama consigo os humores da imoderação.

Tu mesmo és jovem. Por isto, em tudo te dá por exemplo de boas obras.

Assim, na doutrina mostra incorrupção, gravidade, sinceridade, e linguagem sã e irrepreensível.

Deves ser e fazer assim para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós.

Exorta aos que servem outros a que se sujeitem a seus superiores hierárquicos, a fim de buscarem agradá-los como patrões, nunca contradizendo pelo prazer de contradizer.

Os que servem devem ser verdadeiros, não defraudando ninguém, antes mostrando toda a boa lealdade, para que em tudo sejam como um ornamento da doutrina de Deus, nosso Salvador.

Meu filho, a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens!

Ora, a manifestação da graça de Deus nos ensina que devemos renunciar à impiedade e às concupiscências mundanas, a fim de que vivamos neste presente século sóbria, justa e piedosamente.

Quem assim vive mostra estar aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo!

A motivação que nos faz viver assim, vem de crermos que Ele deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo especial.

Um povo de gente boa e santa de Deus.

Gente zelosa de boas obras.

Fala disto, e exorta e repreende com toda a autoridade.

Ninguém te despreze apenas por seres jovem!

Admoesta a todos que se sujeitem às autoridades verdadeiras e as obedeçam, e, assim, estejam preparados para toda a boa obra.

Dize-lhes também que a ninguém infamem, nem sejam briguentos, fofoqueiros e contenciosos, mas modestos, mostrando toda a mansidão e bondade para com todos os seres humanos.

Não devemos nunca esquecer como éramos noutro tempo insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências viciosas e deleites sem significado, vivendo em malícia e inveja, odiosos, e odiando-nos uns aos outros.

Mas quando apareceu a benignidade e o amor de Deus, nosso Salvador, para com os homens... tudo mudou em nossa compreensão!

E esse milagre não aconteceu em razão das obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a misericórdia de Deus, que nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo.

O Espírito se derramou abundantemente sobre nós por causa do que Jesus Cristo nosso Salvador fez em nosso favor. E tudo fez com propósito e com desígnio.

Os que crêem em Jesus, sendo agora justificados pela graça de Cristo, devem saber-se herdeiros de Deus segundo a esperança da vida eterna.

A Palavra é Fiel!

Digo-te isto porque quero que afirmes tudo com convicção, para que os que crêem em Deus procurem aplicar-se às boas obras.

As discussões e brigas religiosas e legalistas às quais fiz referencia, para nada aproveitam, exceto para subverter aos ouvintes.

Mas as boas obras falam de si mesmas.

Daí elas serem boas e proveitosas a todos os seres humanos!

Tenho agora alguns conselhos a ti dar quanto ao exercício de teu ministério.

Não entres em questões loucas, genealogias judaicas e contendas teológicas e doutrinárias, e nos debates acerca da lei; porque são coisas inúteis e vãs.

Ao homem que perverte a verdade do Evangelho, depois de uma e outra admoestação, evita-o.

Fica sabendo que essa pessoa está pervertida na consciência, e peca na constituição de seu próprio pensar arrogante e independente de Deus, estando já em si mesmo condenado, pois, não crê no evangelho da graça.

Quando eu enviar Ártemas, ou Tíquico para te substituírem aí em Creta, procura vir ter comigo em Nicópolis.

Decidi passar o inverno ali.

É menos frio para mim.

Dá toda atenção à Zenas, doutor da lei, e também a Apolo, para que nada lhes falte.

Ensina os nossos irmãos em Creta a aprenderem também a aplicar-se às boas obras, e busquem investir sua energia em coisas que sejam necessárias, para que não sejam infrutuosos.

Graça não nos dá um certificado de esterilidade.

Estimula-os a crescerem nas virtudes do amor.

Todos os que estão comigo te enviam um forte abraço. E por favor, saúda os que nos amam na fé.

A graça seja com todos.

Amém.

Bem, o que Paulo disse a Tito foi dito a alguém que deveria pregar o Evangelho da Graça, e não se abater com a preferência que a igreja sempre deu ao falso evangelho dos judaizantes, que era uma quase-lei e uma quase-graça.

Não entenderam até hoje que nem uma coisa ou outra!

Mas se é da Lei, então não é da Graça; e se é da Graça, então, não decorre da Lei.

O problema não é ter capacidade para entender, é ter fé para se entregar!

Mas não se abata: pregue a Palavra!

Muitos a aceitarão, e viverão por meio dela!

Nele, que nos confiou o ministério da reconciliação!

Caio

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LIDERANÇA NÃO É PARA CRIANÇAS

O LÍDER é sempre o primeiro a pisar o território inimigo, e o último a deixar o campo de batalhas.

O LÍDER não deve deixar os feridos pelo meio do caminho, mas cuidar-lhe dos ferimentos, mesmo que isso pareça comprometer o avançar da batalha.

O LÍDER é líder de gente, não de coisas. Ele constrói relacionamentos, não prédios, ele fica no meio do povo, não atrás da mesa. Ele é uma pessoa e não um robô. Ele é um santo, não um anjo.

Ele se preocupa em atacar o inimigo, e não ao outro. Pois, na guerra espiritual na qual está envolvido, ele bem sabe que seu adversário não é de carne e osso, e por isso, não aponta suas armas contra si mesmo.

O LÍDER não pode exigir o que não consegue ser ou fazer. Não deve impor sobre os ombros dos outros os fardos que ele mesmo não consegue carregar.

O LÍDER não pode aproveitar-se de sua posição para massacrar mentalidades mais fracas, para "entrar rasgando", para estuprar a alma carente de tão perdida e já invadida pela vida ímpia.

O LÍDER só pode indicar o caminho a seguir. Ele não pode decidir pelo outro. Ele toma pequeninos pela mão, mas não os empurra e nem força ninguém a fazer escolhas. Ele deixa as pessoas crescerem.

O LÍDER não convence na marra, não usa de ameaças e persuasão, não intimida criancinhas, não é um tirano. O LÍDER é capaz de ser doce, sem ser permissivo! Não é um vovô bonachão que fica distribuindo pirulitos, mas também não é um pai tão severo quanto ausente.

O LÍDER não fica procurando em quem bater: não sai metendo o pé em barracas, caçando orelhas para puxar, gente para envergonhar, para expor, punir, apontar o dedo. Ele não "chuta o balde", a não ser com os cínicos, com os que vendem religião, com os que comercializam a fé, com os desconvertidos mal-intencionados.

O LÍDER considera o outro superior a si mesmo, ele valoriza o "insignificante", ele honra os anônimos, ele ama os fracos, e se esforça por não escandalizá-los. Ele se faz um igual.

O LÍDER é mais que um diácono, mais que um ancião, ministro ou presbítero, é mais que um auto-denominado bispo ou apóstolo. Ele é um filho amado do Pai, irmão de seus irmãos, que os serve com seus dons. Serve sem procurar ser servido.

O LÍDER tem convicções, mas isso não significa que não possa mudar, abrir mão, repensar. O LÍDER NÃO É INFALÍVEL! Ele não tem sempre os melhores planos e conselhos (para muitos, idéias são como crianças: As nossas são sempre melhores).

O LÍDER pode rever seus conceitos, admitir falhas sem ter vergonha. Ele aprende com o passado, sem ficar nele. Ele olha para o futuro, mas não vive nas nuvens das ilusões infantilizadas.

O LÍDER deixa os outros terem idéias também, ele não é a origem de tudo, a fonte de tudo, não possui inspiração exclusiva, discernimento permanente.

O LÍDER, quando fala, fala a verdade. Ele é transparente, autêntico. E quando a verdade doí, ele a fala com dor. Como quem não quisesse falar, confrontar. Ele precisa expor a verdade, mas ele não faz isso pra rachar, pra quebrar de vez.

O LÍDER não fica cavando pecados alheios para se divertir com eles. Ele olha primeiro para dentro de si, e sonda diariamente seu coração de crente.

O LÍDER não pode apedrejar ninguém, salvo exceção: os líderes que não tem pecado! Esses podem castigar, "depenar" e escarniçar os pecadores.

O LÍDER não pode ficar preocupado com sua reputação. Ele precisa encarar com naturalidade ser alvo de críticas e pré-julgamentos. Ele precisa saber acolher, abraçar e beijar até os que, ocultamente, não retém suas línguas afiadas.

O LÍDER, porém, também não é escravo de seu comportamento. Ele não é um ator. O LÍDER não precisa fazer caras e bocas. Precisa ter uma só face, sem mascaramentos. Não deve ser ora sim, ora não, de acordo com a conveniência.

O LÍDER não precisa ter voz de líder, roupa de líder, postura de líder, olhar de líder. O LÍDER precisa ter coração de servo, vestes brancas, joelhos flexionados e olhos de compaixão.

O LÍDER não precisa gritar por respeito, testar a obediência, verificar o alcance de sua autoridade. Ele não precisa apresentar títulos, ostentar currículo, berrar sua posição.

O LÍDER não pode "chorar suas pitangas" pelos corredores, não pode se "empanelar", fazer bico, montar fã-clube, ser parcial, tendencioso, político.

O LÍDER abre mão de seus direitos, raramente se defende. Ele defende sua Causa: o Reino! Ele não se glorifica. Ele glorifica seu Rei: Jesus!

O LÍDER não é auto-suficiente. Não é LÍDER de si mesmo. Professor de si mesmo. Pastor de si mesmo. Fã de si mesmo! Seu lema é DEPENDÊNCIA OU MORTE!

O LÍDER não é um super-heroí. Ele também chora, também cansa, também tem mau-humor, dias difíceis de tristeza e solidão. Ele também precisa de ombro do irmão e do colo do Pai.

O LÍDER precisa aprender a descansar, a parar, dar um tempo, refletir, sossegar o coração cansado, estar à sombra, retirar-se, reciclar-se, recostar-se aos pés de Mestre.

O LÍDER precisa saber frear-se, conter impulsões, controlar a vontade de tanto falar e pouco ouvir, a ânsia por dominar, argumentar, concluir, finalizar... colocar pontos finais. Precisa deixar uma margem de espaço para o outro caminhar sem opressão.

O LÍDER não ama e nem é amado por causa de seu desempenho. Ele não é um ativista, não deve se preocupar em agradar a todos, mas sempre a Deus.

O LÍDER busca ser fiel e não bem-sucedido. Ele sabe que obedecer é melhor que sacrificar. Líderes que não obedecem a Deus não podem ser obedecidos.

O LÍDER sabe que essa peleja não é café-com-leite, que a guerra (WAR) não é um jogo. A caminhada cristã não é de mentirinha. Sabe que a Igreja não é um tabuleiro, e as vidas não são peças de um game de estratégia.

Naquilo que Jesus chamou de "Sua Igreja" as hierarquias são horizontais e não verticais, e existem no sentido de servir com os dons ministeriais que todos reconhecem existir em tais irmãos; não havendo nenhuma liderança por imposição, ordenação, oficialização, sacramentação ou currículo teológico e político. Não. Em Cristo, os discípulos são "forçados" a compreender que os maiores servem os menores, e os maiores só são maiores porque se curvam para lavar aos pés daqueles que caminham pelo terreno arenoso da vida.

Pense nisso!

Marcelo Quintela

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O DIFÍCIL RETORNO AO ESSENCIAL

"Voltar ao primeiro amor" é o mesmo que dizer volta à "Videira Verdadeira", retorna à seiva da Vida, volve ao lar e à intimidade do Pai, busca e fica no que um dia já foi "a melhor parte" para você.

O "primeiro amor" aniquila qualquer que seja a outra forma de amar. Quando Jesus falou isto, no Apocalipse, o que Ele via era a Igreja em Laudiceia amando a ortodoxia, a doutrina certa, e o compromisso com o que é correto.

Tudo muito bom, mas tudo muito morto!

Sim! Lindo para a religião dos fiéis contra os infiéis, mas totalmente nulo ante Aquele que não nos chamou para amar doutrinas, mas sim a Ele, e isso numa relação pessoal, ou mesmo numa relação de natureza conjugal, conforme Deus com Israel e Cristo com a Igreja. Ou seja: uma relação de amor que me põe casado com Deus em amor e verdade.

Quem perdeu o primeiro amor perdeu a paixão da fé, o surto de carinho quebrantado por Jesus, e tornou-se acostumado ao Sublime, sofrendo de cinismo sensorial, intelectual, psicológico e espiritual.

Sabe muito. Às vezes pensa que até sabe tudo. Mas doutrina não é Deus e Deus não é doutrina. Deus é amor, e o justo vive pela fé, e a fé tem que ser surto de confiança em Deus, por amor. Assim, o que é a doutrina quando o que a faz valer é a verdade do vinculo de amor por Deus?

Quando Jesus falou do "ramo" que pensa que pode existir e viver fora da Videira Verdadeira, Ele falou da presunção humana, em geral provocada pelas seguranças que a religião, a moral, a ética e filosofia, muitas vezes, supostamente concedem ao tolo que não sabe que qualquer dessas coisas não vale para Deus mais que um bolo de dejeto de vaca no curral. Aliás, qualquer dejeto vale mais para Deus do que esse "bolo" que procede da presunção da autonomia humana em relação ao amor ao Senhor e aos Seus filhos.

Ora, se Paulo disse que "sem amor nada aproveitará", ele quis dizer exatamente o que disse. Sim, pois nada será em significado para Deus se não existir pelo amor, posto que como Deus é amor, só é de Sua essência aquilo e aquele que é em amor.

As demais coisas existem. Mas somente o que é em amor é de fato para Deus!

O amor é a única matéria que existe em qualquer construção para a eternidade!

O "ultimo amor", segundo Jesus no Apocalipse, é feito de obras, de feitos, de atividades, de performances justas e sérias, de ortodoxia, de respeitabilidade que zela por si mesma como imagem coerente, e que diz que tudo isto é assim porque a pessoa ou a instituição representam Jesus no mundo.

É mais cômodo falar de amor do que amar, criar entidades que sirvam à comunidade do que amar a uma pessoa; é mais fácil criar o que for como obra de bondade do que ser bom e simples, sem observadores e sem testemunho a dar, mas apenas por que o amor é o fruto natural da Árvore de Vida da qual se é somente um ramo.

É mais fácil cozinhar para Jesus e limpar a casa para Ele, do que ficar quieta aos pés Dele, deixando a verdade revelar o próprio coração. Marta fugia da grande entrega. Maria descobrira que o mundo acabara depois de ela ter Visto Jesus.

Mas crer como se crê no início [como uma criança] é coisa que a nossa "maturidade" repudia. Afinal, para que descobrir, aprender sempre, sorrir de tudo o que é belo e novo, deixar-se surpreender, e entregar a vida às decisões invisíveis do Amor? Sim! Para que confiar na fidelidade invisível do amor de Deus? E por que dar valor absoluto àquilo que o mundo nem admite que seja verdade ou realidade?

É por tudo isto que é muito difícil voltar ao primeiro amor. Sim! Depois de tanta história e experiência? Depois de tanta realidade? Depois de tanto estrada fora do caminho sobremodo excelente? Sim! A gente fica cínico e curtido! A gente fica "casca grossa", como de diz na linguagem do Jiu-jitsu. Pois para cada fato novo tem-se uma história nossa. Para cada milagre a gente tem dezenas para contar. Para cada ação de Deus existem as Dele para conosco, as quais compõem o nosso livro de Atos Pessoais.

E pior: dependendo da pessoa o que nela se instala é descrença mesmo, e, assim, mantém-se na Estrada, porém fora do Caminho, aparte da Videira, fabricando amor para ela mesma nos outros, mas longe do primeiro amor em Deus.

Assim, nenhuma conversão é mais difícil do que aquela que nos leva do último amor feito de obras, ao primeiro amor feito de amor, de amor que dá fruto sem ter que fazer nada, assim como as mangueiras aqui de casa se derramam em mangas às centenas sem que isto lhes seja um esforço ou mesmo uma tarefa. Elas não se gloriam das mangas que dão.

Elas mangam porque são mangueiras. Mangar significa fazer pouco. Dizer que elas mangam é dizer que elas fazem pouco. Assim, as mangueiras mangam das obras que não são simplesmente a vagabundagem da natureza que dá o que dá apenas porque é o que é e como é.

Não caia no engano de pensar que porque você criou uma fábrica de obras isso significa que você está dando fruto para Deus.

Em Deus somente o amor dá fruto, e sem amor nada é além de obra. Obra que outros aproveitarão, mas que para você de nada aproveitarão. Jamais!

O que escrevi já basta por hoje!

Pense e ore. E o que aqui está levará você da Estrada para o Caminho sobremodo excelente.

Nele, que é amor e que só ama com amor e que só chama de verdade o que é feito de e com amor,

Caio

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O CAMINHO PASTORAL

"Pastoreai o Rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho."
Na Primeira Carta de S. Pedro 5:2-3

Um depoimento e um conselho

Há uma coisa que deveria ser pejorativamente chamada de "espírito de pastor", e essa tal coisa é uma casta existencial difícil de deixar a gente.

O fato é que há muita gente "possessa desse espírito", o qual tira da pessoa a possibilidade de ser ela mesma, fazendo dela um clone psicológico de um modo de sentir completamente artificial, e sem espontaneidade humana com os outros e com a própria pessoa.

Eu só tinha 18 anos e meio, e era apenas um menino amante de Jesus. Pregava em toda parte. Não queria ser pastor e nem ordenado. Desejava apenas pregar, e pregava. Aos 21 anos, me ordenaram, mesmo sem que eu tenha aceitado as imposições da denominação para ordenar ministros.

Então, logo começaram a me chamar de "Reverendo". Aquele garoto livre, agora, de súbito, da noite para o dia, era o "Reverendo Caio". Aí o tratamento passa a mudar: O melhor lugar na casa, na mesa, na sala, no salão, no aniversário, no funeral, nas festas de casamento, nas bodas, etc. As pessoas começam a ver o "sacerdote", o homem diferente dos homens, o santo, o ungido do Senhor, o anjo da igreja...; e também se percebe que as pessoas mudam com você; mas raramente se percebe que depois de um tempo, muito suave e lentamente, você também aceita a mudança que fizeram acerca de você. Ora, é aí que nasce o "espírito de pastor"!

Então, começa a transformação do ser humano numa figura totêmica, um totem erguido para a manutenção de tudo: Ele é santo pelos outros; é puro pelos demais; é quem não se diverte pelos que se divertem; é quem não fica doente para poder curar; é quem "estuda Deus" e "entende de Deus", a fim de poder explicar; e é quem é exemplo para se fazer clones comunitários. Se ele não casa os que se casam, eles se ressentem e magoam. Se ele está viajando quando alguém morre, ele abandonou o moribundo. Se ele está de férias, a igreja pode esvaziar. Ou seja: sem ele, nada do que foi feito de fez ou se faz! Vivendo sob tais responsabilidades e honras, o indivíduo vai virando pajé e não sente. Ou, em muitas ocasiões, passa a gostar mesmo de ser essa figura totemizada para a "igreja".

Ora, é nesta necessidade que o povo tem de ter "sacerdotes" e "figuras cultuadas", que tanto os bem intencionados se corrompem entregando-se ao "espírito de pastor"; como também os lobos se aproveitam e tiram as carnes do rebanho.

De fato, os ministérios pastoral, episcopal, apostólico ou de qualquer outra natureza já carregam em si próprios o germe do poder desse imantamento espiritual. As pessoas olham para qualquer desses "seres" — "ungidos" formalmente para tais posições —, como "ungidos do Senhor"; aqueles contra os quais não se pode ter uma opinião, pois, em assim sendo, Deus mesmo punirá os "rebeldes", ou "hereges", ou "desviados". Imagine quanto poder isto significa! Ali está um homem que é visto como "o homem de Deus" no meio dos demais homens "normais", e, de tal projeção, pode nascer apenas o "pastor clerical", como também pode vingar qualquer maluquice!

Eu tenho por certo que todos os modos de clericalismo são malignos em relação à saúde do indivíduo que carrega o peso cultural dessa "posição".

E a comunidade também fica adoecida! Sim, porque enquanto ela vê o líder com tais olhos, ela não cresce; ao contrário, se infantiliza; e jamais aprende a andar com as próprias pernas.

Ora, o verdadeiro pastor cuida, não domina; ajuda, não controla; alimenta, não explora; só se faz notado em caso absolutamente necessário; e deixa a porta aberta, de tal modo que todos entram e saem e acham pastagem.

A analogia do Bom Pastor em João 10, todavia, é perfeita no seu todo apenas em relação a Jesus, e a mais ninguém. Isto porque em relação a Jesus todos nós somos apenas ovelhas do rebanho.

Porém, em relação a nenhum "outro pastor", nós devemos ser "ovelhas do rebanho"; posto que ser ovelha de Jesus já nos põe na condição de só ouvir a voz de um homem se ela for de acordo com a Voz do Único Pastor; do contrário, a ordem de Jesus é para não "seguir a voz do estranho", pois somos o Rebanho de Deus.

Portanto, o verdadeiro pastor de homens é apenas mais um do rebanho único, sendo somente uma ovelha que já se deixou ensinar um pouco mais pela voz do Único Pastor. É na Sua fidelidade e reconhecimento à Voz do Pastor que ele se qualifica para ser pastor entre ovelhas, pois, conforme Pedro, ele se torna "modelo do rebanho".

Assim, é o caminho da ovelha seguindo o Pastor, o que a torna uma ovelha-pastor; visto que seu passo e obediência estabelecem referência para as demais.

O problema é que alguns "pastores" e clérigos pensam que são os "Jesuses" da comunidade; e, diferentemente de Jesus, transformam-se nos lobos que não amam as ovelhas, mas apenas os privilégios e poderes que delas "arrancam".

E como agravante, a "igreja", por ser pagã ainda em sua essência, precisa desses "pastores tiranos", pois, como associam a "figura clerical" ao "representante de Deus", sentem-se objeticamente mais seguras se têm um déspota dizendo o que fazer, o que não fazer, com quem casar ou não, e quem é quem.

"Não é assim entre vós!"— disse Jesus!

Foi por esta razão que Jesus tirou as roupas de cima e se cingiu de uma toalha e passou a lavar os pés dos discípulos. Sim, porque liderar é, sobretudo, poder lavar pés e servir em nudez.

Na realidade, além de tudo o que o gesto de Jesus ensina, nele também vemos o modelo existencial do significado da liderança: O líder serve em revelação de sua humanidade. E os liderados são servidos aceitando a humanidade de quem lidera servindo de modo humano. E Jesus disse a Pedro que ou seria assim, ou Pedro não teria parte com Ele!

Somente quando os líderes tiverem a coragem de fazer como Paulo e Barnabé, que rasgaram as roupas e expuseram sua nudez quando foram chamados de "deuses", é que aqueles que crerem no que as lideranças disserem, não ficarão ainda mais adoecidos de idolatria.

Hoje se dá o contrário da experiência dos apóstolos: a maioria dos líderes faz todo o possível para passar por deuses; e, o povo, vai se ameninando na fé, apenas trocando de "pai-de-santo", ou de pajé ou de sacerdote; porém existindo sob a escravidão da espiritualidade da idolatria; adorando e servindo a criatura, mesmo que se vistam de pastores, bispos ou apóstolos.

No Caminho nós temos buscado diante de Deus e conforme o Evangelho, quebrar todos esses paradigmas totêmicos. Sugiro que todos, em todo lugar, e com todo bom coração, assim o façam também, em nome de Jesus, o Bom Pastor!

Nele, Que é o Caminho, a Verdade e a Vida, e em Quem "Caminho" é apenas um nome da jornada de fé,

Caio

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