sexta-feira, 6 de março de 2009

NÃO VENHA PRO CAMINHO COM ESPÍRITO DE FARISEU: FILHO DE ZEUS!


Há muita "igreja Evangélica" disponível e para todos os gostos; exceto para quem tem bom gosto e deseja sentir o simples gosto do Evangelho.

Portanto, fica aqui um pedido: quem for ou tiver sido "evangélico", ou tiver tido "trauma evangélico" e tenha ficado amargurado, crítico, desconfiado, e cínico, não procure o "Caminho da Graça"; pois, não temos tempo a perder com gente que deseja "Reformar o Sinédrio Evangélico" e pensa que esta é nossa intenção; e não é.

"Reformar o Sinédrio Evangélico" é sonho de fariseu; sonho esse que Jesus nunca sonhou; por isto mesmo nada fez a respeito!

Tenho dito que é mais fácil haver uma "reforma na igreja católica", em razão de sua centralização e identificabilidade histórica, do que entre os "amorfos-evangélicos", que são como uma Hídra de muitas cabeças-loucas; e que sofrem da Síndrome de Babel: não falam em "outras línguas as grandezas de Deus" (Pentecoste), mas sim "suas próprias linguas"; e é apenas para expressar seu descontentamento essencial com a vida e com tudo. Esses falam a "língua" que Tiago disse que está "inflamada pelo inferno" e que tem o poder de "destruir toda a carreira de um ser humano"; sem falar que de tais "línguas ambíguas", tanto jorra o que é "doce" (como média; na minha presença), como também o que é "amargoso" (sempre na minha ausência).

Por esta razão, a esses eu digo: "Amigos! Obrigado pela sua ajuda, mas eu passo..."

Além disso, quando iniciei com alguns amigos o "Caminho da Graça", não foi como "alternativa" aos "evangélicos". Na realidade não foi e não é. Jamais faria ou começaria algo "alternativo". Não conheço "Evangelho Alternativo", mas tão somente o Evangelho Único e Absoluto. "Evangelho Alternativo" é o que Paulo chama de "outro evangelho". Nesse caso, é o "evangelho-evangélico" aquilo que, hereticamente, se tornou "alternativo" ao Evangelho Único e Absoluto.

De fato, toda vez que aparece um "evangélico" magoado no "Caminho da Graça", me dá calafrios; pois sei que é problema sempre. Sim, porque para eles somos de-mais ou de-menos. O fato é que gostariam que fôssemos um híbrido conforme os desejos deles. Porém, não somos e nem seremos.

O fato é que não tenho barganhas a fazer com os "evangélicos". Assim, peço: desistam de mim; pois não tenho como fazer mais parte desse "negócio".

Portanto, quem não crê conforme tenho deixado claro que cremos, não venha (é simples assim...); pois não há como tal pessoa possa nos ajudar e nem nós a ela; visto que ela mesma não se ajuda; e chega viciada naquilo que entre nós já está morto e sepultado em Cristo. Nós, todavia, queremos viver daquilo que carrega o espírito da Ressurreição!

Assim, não temos nada a fazer com o fermento dos fariseus (religião das máscaras) e nem com o de Herodes (política e manipulação)!

E mais: Me sinto ridículo se tiver que convencer "evangelicos" acerca do Evangelho depois de haver pregado a eles por décadas!

O que eu tinha a dizer aos "evangélicos", eu sei que já disse!

O "Caminho da Graça" é para gente do Caminho de Jesus e que está buscando de modo social e comunitário aquilo que já crê de modo individual e existencial.

Desse modo, o "Caminho da Graça" não é para gente que precisa ser "convencida" de que lá-aqui é o seu lugar-andante...

Isto porque há aqueles que chegam por razões as mais diversas, e nem sempre sadias ou sinceras. Alguns vêm porque têm no espírito a necessidade de somente ficarem se forem "convencidos" (Alguém viu Jesus tentando convencer quem quer que fosse a andar com Ele?). Outros aparecem porque gostam de provocar discussões e debates que para "os do Caminho" já não existem. Há também os não têm o que fazer... e gostam de uma novidade e de um novo programa religioso. Sem falar nos que chegam porque desejam "reformar" o "Caminho da Graça" a fim de que ele fique no limbo: entre os "evangélicos" e o Evangelho... Ou seja: sem consequências para a vida!

São estas as razões pelas quais eu peço para lerem o site; pois o que cremos está lá explicitado com a clareza da luz!

Portanto, quem desejar se unir a uma Estação do "Caminho da Graça", ou deve chegar lá já bem instruído pela leitura do site, no qual somente um demente não vê que todo o conteúdo é o espírito do Evangelho (até os que não gostam de mim confessam isto!) —; ou, então, deve ser alguém que já não tem dúvidas do que quer, no caso de ter sido "evangélico"; e isto por já ter a Palavra em-si-mesmo; e não apenas porque cultue um livro chamado Bíblia, porém sem nada ter discernido da Palavra. Afinal, a própria Bíblia não é argumento de união no Caminho, pois seu único vínculo e vinculador é Jesus e Seu Evangelho.

Se a "Bíblia" unisse alguém, os "evangélicos", pelo seu culto ao Livro, seriam as pessoas mais unidas da Terra. A Bíblia, porém, sem Jesus, é apenas o Livro das Divisões. Sim, sem que Jesus seja a "chave hermenêutica" para a compreensão do Evangelho, a Bíblia serve apenas para criar mais e mais seitas supostamente fiéis a ela.

Por isto, digo: ... é melhor não chegarem...; sim, é melhor ficarem onde estão; pois, de fato, não temos tempo a perder fazendo "proselitismo" de crentes-fariseus que nem crêem; e que também nem querem simplismente ouvir, discernir e entender; primeiro para si mesmos, para que a Boa Nova lhes faça bem à vida; e somente depois para os que deles vierem a ouvir qualquer coisa.

Na realidade, as pessoas que mais têm o poder de problematizar a jornada simples do "Caminho da Graça" são os judaizantes-evangélicos; ou mesmo aqueles que aprendem, aprendem, mas jamais chegam ao conhecimento da verdade; posto que estão viciados em discussões infrutíferas e que a nada levam!

Também quero dizer que o "Caminho da Graça" não é lugar para quem busca "moda". Não! Ele é apenas um caminho-modo-de-ser, e isto conforme o Evangelho puro e simples.

"Moda" é coisa de "evangélico"; os quais, à semelhança dos atenienses, de nada mais cuidam senão de "saber das últimas novidades". No caso, das últimas "apostoladas evangélicas". Lá não tem nada disso. O "Caminho da Graça" não tem nada novo, mas tão somente o antigo-novo mandamento ensinado por Jesus.

Aqui quero dar uma ilustração de como "modismos evangélicos" podem ser perniciosos; e, em tal caso, nem sempre a culpa é dos pastores; mas sim de um povo "sem pastor" e que se acostumou a viver como borboletas que não sugam nectar, mas tão somente críticas e amarguras.

Tomemos a cidade de São Paulo como exemplo desse afã modista-evangélico. Logo após de ter crido em Jesus, uns quatro anos depois disso, a "igreja da moda" em Sampa era a do Tio Cássio. Depois veio a "Comunidade da Graça". Depois veio a "Batista do Morumbi". Depois veio a Adohnep. Depois a Renascer. Depois pequenas "universais-renascer". Depois o "Conselho de Pastores". Depois vieram a "Batista da Água Branca" e a "Betesda". E assim vai... Ora, com excessão da Renascer e seus filhotes-anões-clonados (afinal o "apóstolo" me disse, em 92, que estava abrindo uma franquia como a do Mac'Donalds, onde até a "batatinha" tem que ter o mesmo corte...) —; os demais líderes dos grupos acima mencionados, nada fizeram para buscar "ser a igreja da moda"; tendo apenas sido objeto da curiosidade evangélica em geral; e que em São Paulo tem essa característica exacerbada.

E fico vendo o pessoal ir e vir... se embalando na falta de raiz e de convicção.

Esse povo borboleteante não faz bem ao Caminho, pois nunca caminham, andando sempre em círculos. São como os Israelitas no deserto. Sim, pode-se ficar anos sem vê-los, mas sempre se os encontrará do mesmo modo: parados e adoecidos; sofrendo das mesmas questões; e, para as quais, não buscam soluções, mas apenas irresoluções; posto que vivem delas. Para esses, se se lhes oferece algo simples, lhes parece tão inacreditável que eles têm que já chegar duvidando.

Há outros, entretanto, que são viciados em novidades e estão sempre procurando um marketing novo de apresentações religiosas; seja para dizer que conhecem; seja apenas para distrairem-se com a novidade... Sem falar nos que desejam "aprender modos" a fim de ver se cola em algum lugar... Para esses tais é como ser introduzido a um "novo produto" a ser "vendido"... ou irresponsavelmente usado.

Assim, fica aqui meu apelo:

Se você não for já discípulo da consciência do Evangelho não procure o "Caminho da Graça". Sim, porque lá não é, ainda, o seu lugar-andante. Além disso, se você é apenas um amargurado evangélico, e que deixou sua "igreja" por desapontamentos pessoais, também não venha. Sim, porque você apenas trará a energia de seus desgostos; e isto não fomenta comunhão, mas apenas questões infrutíferas.

O site não é o Evangelho do "Caminho da Graça". O Evangelho é Jesus. Todavia, se alguém quer estar sob meu pastoreio aqui na Terra, então, saiba: o site www.caiofabio.com é conforme nosso entendimento explicitado acerca do conteúdo do Evangelho; visto que apesar do site não ser um livro de papel e nem ser a "nossa Bíblia", o que lá está dito é o Evangelho. Todavia, se para você não é assim; ou se você está indo por mera curiosidade; não vá e não venha; posto que a jornada que fazemos é baseada no Evangelho e no que tenho deixado claro acerca de minhas convicções acerca dele.

É conforme o Evangelho que o "Caminho da Graça" está caminhando feliz e em paz!

Nosso público são aqueles que, pela leitura do site, se identificaram com o que ensinamos acerca de Jesus; ou então é para aqueles que já se cansaram de tanta tolice religiosa que, pela compreensão do Evangelho, querem viver a simplicidade de algo que apenas deseja ser lugar-caminho de fomento da Palavra. Ou ainda é para aqueles que nada sabem de coisa alguma, mas que anseiam pelo Evangelho. Esses últimos são ideais, pois chegam apenas para crescer na Graça; e sem os vícios de doenças de "crentes amargos".

Afinal, para meu entendimento do Evangelho, a mentalidade do Evangelho é pura clonagem do espírito dos fariseus!

Digo isto porque, de súbito, tem um monte de gente desejando se uinir ao "Caminho da Graça". Mas que ainda não compreendeu nada de nada. Ora, como nossa questão nada tem a ver com números, mas com consciência e compreensão, peço encarecidamente a tais pessoas de espírito religioso que não procurem o "Caminho da Graça"; posto que lá-aqui-em-qualquer-lugar-andante... ainda não é o seu lugar de ser-estar-caminhando.

Buscamos os publicanos e os pecadores; e com eles comemos e bebemos com alegria; e é também a eles que anunciamos as Boas Novas; visto não sofrerem da "Síndrome de Nazaré", que é aquela feita da incredulidade dos que dizem: "Isso já sabemos!"

O tempo urge, pelo menos para mim e para aqueles que, como eu, já não têm tempo a perder com aquilo que já está morto!

Aos que têm vocação para carpideiros de defuntos; ou que amam um velório; ou ainda que choram a morte dos que já morreram... e desejam sepultá-los; digo: "Ou deixem que os mortos sepultem seus próprios mortos...; ou, então, fiquem para sepultá-los; mas não me convidem para sepultar mortos-com-mortos; pois, para mim, não há mais tempo senão para pregar o reino de Deus". Além disso, não me convidem também para entreter o Baile de Máscaras dos fariseus!

Repito: Me sinto ridículo se tiver que convencer "evangelicos" acerca do Evangelho depois de haver pregado a eles por décadas!

Fui para aqueles que os "judeus-evangélicos" chamam de "gentios". Só tenho energia para esses. Aos demais... se entenderam... apareçam. Do contrário, leia a Palavra e a confira com o o que está dito no site, e, em havendo acordo, venha. Do contrário, não venha tentar mudar aquilo que está mudando, pela verdade, o coração de milhares.

"Quem beijar, beijou; quem não beijar", no que diz respeito ao meu tempo, "não beija mais!"

O Caminho é Estreito; e no "Caminho da Graça" amamos essa estreiteza. Sim, porque nele e por causa dele, não se entra a menos que se tenha deixado a bagagem toda para trás: toda justiça-própria; toda a malícia religiosa; todo espírito de fofoca; e toda certeza de juízo contra o próximo. Também para trás ficam todas certezas farisaicas; pois, no Caminho, só se anda pela fé; e com muitas ações de Graças.

E mais: não estou convidando ninguém a fazer isto, mas apenas dizendo "Vem e vê" àqueles que já querem e desejam o que no Caminho de Jesus há em abundância, e no "Caminho da Graça" há como esperança: a possibilidade de uma vida em amor reverente para com o próximo em razão do entendimento da Graça nos haver simplificado a vida com Deus.

O pessoal do "ôba-ôba" (e que foram expostos à Palavra a vida toda) ou pessoal do "blá-blá-blá" (que não têm raizes de vida na Palavra )— nada encontrarão no "Caminho da Graça"; pois, somos alegres, mas terrivelmente sérios com o que estamos fazendo.

Como tenho dito, enquanto estiver aqui, e enquanto Deus me der saúde, não haverá meninos brincalhões no "Caminho da Graça". Para esses sugiro que comecem a "Vereda Lisa da Graxa!"

E aqui estou eu: entre os "judaizantes-evangélicos" e os discípulos do "novo Jesus gnóstico". Para mim, ambos os grupos ou se convertem ou jamais entenderão o Evangelho da Graça; o qual não é compreendido com a mente, mas tão somente com o coração e pela via da experiência-existencial com Jesus, o qual é o Evangelho.

Asssim, quem quiser fazer seu próprio caminho, faça-o; mas não tente criar um estelionato do "Caminho da Graça"; pois, enquanto eu estiver vivo, não será possível, visto que não estou aberto para alterações, pelo simples fato de que o Evangelho é o que é.

Assim, levante-se quem quer que seja e onde desejar (... irei... ), e me diga, olhando na minha cara, que o que digo não é o Evangelho. Mas tem de ser cara-a-cara, como Paulo fez com Pedro na Galácia. E como anseio que tenham tal coragem! Infelizmente, todavia, não a têm!

Enquanto isto os publicanos e pecadores estão vindo e se convertendo, e a salvação tem entrado em suas casas; mesmo no lar dos Zaqueus de Brasília. Esses amam o que ouvem; e o fazem com sede e avidez. Os fariseus, todavia, zangam-se; ou, então, dissimulam-se, como costumam fazer. Porém, não conseguem esconder quem são; pois, como disse Paulo, as suas obras se tornam manifestas.

Portanto, aqui fica meu pedido: quem for de outro espírito, não venha; pois, de fato, o tempo da brincadeira, se houve algum dia, acabou para sempre.

Nele, em Quem não havia brincadeira, mas apenas decisões de vida ou morte,


Caio

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CAMINHO DA GRAÇA: INSTITUIÇÃO x INSTITUCIONALIZAÇÃO


Muita gente pensa que criei uma denominação a um estilo evangélico light em razão do surgimento do "Caminho da Graça". Mas não poderiam estar mais enganados em seus julgamentos.

Na realidade, como passei minha vida toda dizendo, instituições são entes impossíveis de não serem criados em qualquer que seja o ajuntamento humano.

Ajuntamento humano constante, freqüente, harmônico, coeso no mesmo objetivo e nas mesmas compreensões, inevitavelmente institui-se como um ente coletivo, seja qual for o elemento de sua junção — cultural, esportiva, espiritual, política, etc.

Assim, digo: pelo próprio compromisso com os conteúdos de sua identidade, pessoas que se encontram umas com as outras de modo comprometido e em razão de algo maior do que elas mesmas — fazem nascer uma instituição.

Reconhecimento e afinidade geram instituição.

Do mesmo modo instituição é fruto da convicção comum.

Aonde quer que pessoas se encontrem, e o façam em razão de uma convicção comum, ali há uma instituição, mesmo que seja nos encontros do bar da esquina.

Ora, nesse sentido, até este espaço virtual do meu site, pela convergência de milhares de pessoas que a ele se ligaram pela convicção, e em razão de cuja convergência veio a surgir naturalmente o "Caminho da Graça" — é também uma instituição.

Minha luta nunca foi contra a instituição; pois, tal luta é tão inglória e tola quanto correr da própria sombra.

Minha luta sempre foi contra a institucionalização.

A instituição é fruto do que é. Já a institucionalização põe o que é a serviço de algo que já não é, posto que apenas um dia foi.

Ora, o que é sempre tem primazia sobre o que foi, pois, o que é está existente e vivo hoje, e o que já foi não passa de uma referencia, mas já não deve determinar aquilo que agora se faz real.

O principio do Evangelho acerca do que se institui pela verdade da realidade e da necessidade, em contra partida àquilo que um dia foi, mas hoje já não é, nos é apresentado por Jesus por duas imagens — dos odres velhos e novos, e da veste velha e do pano novo.

Instituição é validada pela sua validade existencial, pela sua relevância, pelo seu significado real para a vida hoje.

Institucionalização é o esforço presente por manter o passado e suas regras humanas de ontem, válidas hoje, mesmo que ninguém consiga ver a sua significação.

Instituição é um ente vivo. Sim! Porque feito de gente!

Institucionalização é a ditadura dos defuntos.

Assim, o pano novo e o vinho novo correspondem à instituição do que é, do que é relevante, do que é necessário, e do que é verdadeiro e sincero com a realidade.

Do mesmo modo, a veste velha e o odre velho, com seu vinho velho, correspondem à institucionalização.

Jesus disse que era para não se tentar instituir o novo no velho instituído, pois, jamais haveria compatibilidade.

Se algo é novo em relação a algo que pela sua existência se torna velho, então é porque neles habita uma distinção de significado essencial.

Assim, a verdadeira instituição se converte à verdade e à realidade, se re-generando. E faz isto mediante o arrependimento que se manifesta como pertinência e capacidade de se transformar, revelando tal capacitação em cada novo encontro com a vida e com a realidade.

Já o que se faz instituído como algo fixo (institucionalização) deseja vestir para sempre os homens com as vestes de ontem, e almeja que cada nova geração goste do mesmo vinho produzido num ontem eterno. Assim, o que antes fora vinho novo, tendo sido condicionado por um odre de imutabilidade, pode hoje já não ser nada além de um vinagre.

Desse modo, digo: o "Caminho da Graça" é uma instituição pelo simples fato de milhares de pessoas — seja pelo site, seja em razão dos encontros nas dezenas de grupos e Estações — afirmarem sua convergência de convicção nas mesmas coisas, confessando harmonicamente os mesmos objetivos fundados no Evangelho, e, de modo relativo e secundário, expressos de forma atualizada nos conteúdos expressos neste site.

Entretanto, o principal conteúdo do "Caminho da Graça" é sua disposição de existir em metanóia permanente, no permanente encontro entre a Palavra e a existência.

Assim se espera que o processo não cesse jamais de se converter ao novo, conforme a revelação do Evangelho, o qual, é Palavra viva, e se re-atualiza a cada nova realidade ou geração.

Voltando ao assunto de eu estar criando uma denominação.

Na realidade, caso minha consciência não fosse como é, ou seja, filha da esperança de ver o Evangelho sendo experimentado em minha geração, já hoje, apenas pela via do site, o "Caminho da Graça" já teria centenas e centenas de grupos, com pastores de todas as denominações, com muitas propriedades, e até com seminário.

Por quê?

Ora, é que quase diariamente recebo propostas de todos os tipos, desde pastores desejosos de virem para o "Caminho da Graça" com suas comunidades, até aquelas de grupos de igrejas que desejariam se dissolver e ganhar a placa (o que jamais existirá) do "Caminho da Graça" nas portas de seus templos.

Eu, entretanto, digo a todos que não daria certo, pois, segundo o Evangelho, ninguém que tenha se acostumado ao vinho velho dirá que o novo é excelente.

Sim! É total perda de tempo, pois é como colocar remendo de pano novo em veste velha.

O trabalho de desconstrução dos vícios da religião velha não vale o esforço, segundo Jesus.

O Reino está aqui. Está à mão. Quem desejar, deixe o que tem, e siga o Evangelho.

Desse modo, o que digo é que o "Caminho da Graça" não é uma "denominação religiosa", pois, apesar da inevitabilidade da instituição, nosso modo de ver e sentir a experiência da fé, não tem qualquer outra referencia absoluta senão o Evangelho em sua simplicidade, fugindo nós de tudo aquilo que signifique o emoldurarmento da experiência do tempo presente, evitando a tentação de que a experiência de hoje se torne perene nas formas e nos modelos quando estes já não forem pertinentes ou próprios em outra geração, tempo, ou realidade.

Hoje mesmo cada Estação do "Caminho da Graça" já tem sua identidade e modos próprios, conforme a cultura e sensibilidade das pessoas do lugar.

No "Caminho da Graça" as formas e modos são tão variáveis quanto variáveis são as realidades que culturalmente nos constituem.

Os odres e as vestes são circunstanciais e generacionais. O Evangelho é que nunca precisa mudar, nunca necessita ser adaptado aos sabores de novos conteúdos, posto que a essência da Palavra é imutável em seu espírito.

Assim, que ninguém veja o "Caminho da Graça" como uma nova denominação evangélica light, pois, no que nos diz respeito, buscamos o compromisso como uma forma permanente de mudança, conforme a Palavra e o Espírito nos convençam em relação à realidade de hoje ou de qualquer outro tempo posterior a este.

Para quem desejar mais detalhes, recomendo a leitura do livro de minha autoria intitulado "O Caminho da Graça Para Todos" (leia na lateral direita do BLOG). Quem desejar basta pedir na loja do site ou, então, pode escrever o nome acima no espaço de "Busca", e, assim, achar o texto do livro, e que se encontra nos conteúdos deste site.

A Videira Verdadeira nos dá o vinho novo a cada nova geração. Cabe a nós ter a coragem de trazermos odres novos, assim como cabe a nós vencer a tentação do remendo de pano novo em veste velha.

O que se espera é que tão somente nos vistamos com a nova vestimenta, feita do pano novo da Graça de Deus em nossa geração.


Nele, que é o Evangelho imutável,


Caio

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O CAMINHO DA EXPERIÊNCIA COMUNITÁRIA, SEGUNDO JESUS

O termo Ekklesia sintetiza de forma impressionante o ser Igreja de Jesus: São os chamados para fora. No entanto, na história cristã preponderou o caminho inverso que torna os discípulos em gente 'chamada para dentro', chamada para deixar o mundo, para só considerarem 'irmãos' os membros do 'clube santo' e a não buscarem relacionamentos fora de tal ambiente. Mas, lendo o Evangelho, é difícil conceber que Jesus sonhasse com aquilo que depois nós chamamos de "igreja".
Quem pode ouvir o ensino de Jesus, com toda sua desinstalação, com toda a sua mobilidade, com toda ênfase na igualdade de todos, com toda denúncia aos poderes religiosos, e com toda a pertinência à vida — fosse para curar a mente, o corpo ou o espírito; fosse para anunciar a destruição do Templo como lugar de Deus; fosse para "beatificar" samaritanos e "demonizar" religiosos sem coração —; e, ainda assim, imaginar que Jesus tenha qualquer coisa a ver com o que nós chamamos de "igreja", seja aquela que se abriga em Roma ou sejam aquelas que têm tantas sedes quantos pastores, bispos e apóstolos megalomaníacos existirem?
Não se vê Jesus tentando criar uma comunidade fixa e fechada, como também não percebo, em Seu espírito, qualquer interesse nesse tipo de reclusão comunitária.Por isso, o termo igreja perdeu seu significado original, e, pelo uso milenarmente pervertido, a expressão já não é útil para designar a jornada individual e comunitária dos discípulos de Jesus. De fato, a idéia de igreja ficou tão possessa de outros significados que usar o termo fala da antítese do que se desejaria expressar, conforme o Evangelho.
Jesus não plantou igreja em nenhum chão que não fosse o do coração das pessoas!Igreja, de acordo com Jesus, é comunhão de dois ou três em Seu Nome e em qualquer lugar. Igreja, de acordo com Jesus, é algo que acontece como encontro com Deus, com o próximo e com a vida, no caminho do Caminho. Para Jesus, o lugar onde melhor e mais propriamente se deve buscar o discípulo é nas portas do inferno, no meio do mundo! Nesse Caminho, as maiores demonstrações de fé vêm de fora da religião. Vêm de publicanos como Zaqueu e meretrizes como a pecadora que ungiu Seus pés. Vem da mulher samaritana, do centurião romano, da mulher sírio-fenícia e do ladrão da Cruz. Percebe-se que tanto "malandros arrependidos" quanto "réus confessos" podem encontrar seu repouso.
Portanto, Seus discípulos são treinados a espalhar sementes, a salgar, a levar amor, a caminhar em bondade, e a sobreviver com dignidade no caminho, com todos os seus perigos e possibilidades em aberto (Lucas 10). Com demônios, tempestades, competições entre si, certezas satânicas, exageros desnecessários, medo de trair, frágeis certezas de jamais trair, traição explícita, negação e morte! E, além disso, tudo, vê-se que no Caminho com Ele, os ventos cessam, as ondas se abrandam, as Leis do Universo são relativizadas, os demônios sabem quem Ele é e quem nós somos Nele! Jesus é o Caminho em movimento nos caminhos da existência. E Seus discípulos são acompanhantes sem hierarquia entre eles. No mais, existem as multidões, as quais Jesus organiza apenas uma vez, e isto a fim de multiplicar pães. De resto... Elas vêm e vão... Ficam ou não... Voltam ou nunca mais aparecem... Gostam ou se escandalizam... Maravilham-se ou acham duro o discurso... Mas Jesus nada faz para mudar isso. Ele apenas segue e ensina a Palavra, enquanto cura os que encontra.
Não! Jesus não pretendia que Seus discípulos fossem mais irmãos uns dos outros do que de todos os homens. Não! Jesus não esperava que o sal da terra se confinasse a quatro dignas paredes de um Saleiro Comunitário. Não! Jesus não deseja tirar ninguém do mundo, da vida, da sociedade, da terra... Mas apenas deseja que sejamos livres do mal. Não! Jesus não disse "Eu sou o Clube, a Doutrina e a Igreja; e ninguém vem ao Pai senão por mim".
Assim, na assembléia dos chamados para fora, todos se encontram com o irmão de fé e também com o próximo que não tem fé, mas são tratados com amor e simplicidade.
Em Jesus, o discípulo é apenas um homem que ganhou o entendimento do Reino e vive como seu cidadão, não numa 'comunidade paralela', mas no mundo real.
A COMUNIDADE DOS "DO CAMINHO"
No livro de Atos dos Apóstolos, um dos modos de designar a Igreja como comunidade dos discípulos era chamá-la de "o Caminho", e os discípulos, de "os do Caminho". Portanto, tal designação é anterior ao tempo em que os cristãos vieram a ser "oficialmente" nomeados "cristãos". Paulo é o apóstolo em razão de quem essa designação de "o Caminho" mais aparece em Atos. No início, ele perseguia "os do Caminho"; ou, como ele também diz, "... para levar presos os que eram do Caminho", ou ainda "... este Caminho, ao qual chamais de seita...".Ora, a designação "o Caminho" é, no meu modo de ver, aquela que melhor expressa o espírito do Evangelho como movimento humano no mundo. E por quê?Primeiro, porque Jesus é o Caminho. Segundo, porque o chamado da fé é "hebreu", e ser hebreu é ser alguém do caminho, da viagem, da peregrinação, como foi Abraão, o hebreu – o Pai da Fé. "Hebreu" vem da raiz da palavra que expressa o ato de cruzar, de atravessar, de seguir em frente.
E terceiro, porque, historicamente, um dos maiores problemas da Igreja foi o fato de que ela deixou o mundo e, assim, deixou de ser Caminho no chão da Terra. Por conta disso, logo a palavra "igreja" passou a designar algo geográfico, fixo, estático e imutável, e perdeu assim sua vocação caminhante e, por essa via, tornou-se cada vez mais uma estrutura que vive de sua própria institucionalização.
No entanto, a designação "o Caminho" propõe que a Igreja seja a comunidade dos que se reúnem para adorar, discernir a Palavra e ajudar-se mutuamente, mas que não se fecham num ambiente e nem chamam o ambiente físico de "Igreja", posto que Igreja, de fato, é um movimento de discípulos que andam no Caminho enquanto trilham a Fé no chão desse mundo, como gente boa de Deus na Terra!
Portanto, a referência paulina aos "do Caminho" é, provavelmente, a melhor designação para traduzir o espírito livre, desinstalado, peregrino, ajustável aos tempos e aos desafios da jornada que o Evangelho propõe aos discípulos de Jesus.
O Caminho em Cristo, conforme as narrativas dos evangelhos, é mais que um lugar ou um "clube de iluminados". Trata-se de um movimento de subversão existencial do Reino de Deus na Terra. Por esta razão, o Caminho da Graça é feito de gente desafiada a assumir seu papel de sal que se dissolve e some para poder salgar; de fermento que se imiscui na massa e desaparece a fim de subverter com a vida do reino; de pequena semente que se torna grande e generosa árvore que a todos acolhe; de Casa do Pai para os Filhos Pródigos e também para os Irmãos Mais Velhos para que se alegrem com a Graça do Perdão; e um ambiente espiritual no qual até o "administrador infiel" possa se "consertar", e, assim, tentar fazer o melhor do que restou.
No Caminho, todos são irmãos e ninguém é juiz do outro. Assim, ajudam-se, mas não se esmagam uns aos outros, posto que no Caminho todos caem e se levantam; todos se enfraquecem, mas não desanimam; todos são humanos, e, com humanidade são tratados, conforme o Dogma do Amor.
E o mesmo Dogma não permite abusos de uns para com os outros, posto que o Caminho é de Graça e Perdão; e não a espinhenta vereda da disputa, da supremacia e do abuso; pois a Graça jamais será a Graxa dos descomprometidos!
Jesus nunca quis fundar uma religião. Essa foi a razão pela qual nada foi mais danoso para a genuína fé do que terem-na feito tornar-se uma religião entre as demais. Seguir Jesus é aceitar o seu modo de ser, é assumir como vida as Suas palavras e é dar testemunho do Evangelho não como uma "estratégia de evangelização" (proselitismo e marketing), mas como a natural vocação da Vida em Cristo. O MODELO DO CAMINHOO que será, então, que o Senhor tinha em mente quando disse aos seus discípulos que permanecessem em Jerusalém até que do Alto fossem revestidos de poder (Atos 1.4)?
Jesus determinara que o poder do Espírito os fizesse sair em desassombro pelo mundo, pregando a Palavra da Boa Nova, ensinando singelamente os discípulos a serem de Jesus em suas próprias casas e culturas. Desse modo, se teria sempre um movimento hebreu, crescente, progressivo, livre, guiado pelo Espírito, e completamente semelhante ao que eles haviam vivido com Jesus durante o Caminho, naqueles três anos de estrada que construíram o Evangelho ao ar livre, nas praias da Galiléia, nos desertos da Judéia, nas passagens por Samaria, nas terras de Decápolis, e nos confins da Terra.Tudo o que Jesus queria era que os discípulos continuassem discípulos, e que os apóstolos fossem os servos de todos; sem haver nem alguém maior, e muito menos, um lugar mais santo ou um centro de poder.
O que sei é que Jesus esperava que tudo quanto Ele havia dito antes acerca de como se deveria proceder, de cidade em cidade, fosse agora vivido como uma ação contínua, num fluxo ininterrupto, num vai e vem constante, e como um poder que nunca tivesse um trono, nem uma cidade santa, nem um vaticano. Alguém, com razão, diria que tal projeto não seria possível, visto que ninguém consegue viver sem um centro de poder. Entretanto, parece que ainda não se discerniu que o convite de Jesus é contrário a toda lógica de poder, e não propõe nada que não seja Hoje, e que não obriga ninguém a pavimentar o futuro de Deus na Terra mediante a construção de alguma coisa duradoura.
O que os cristãos precisam saber é que Jesus não era cristão, e que nem tampouco quis Ele fundar o Cristianismo, nem mesmo teve interesse em algo que se assemelhasse à "civilização cristã", conforme nós a conhecemos de 332 de nossa era até hoje.
Na realidade, quem entendeu o Evangelho e seu significado sabe que o "cristianismo" se tornou uma perversão da proposta de Cristo, transformando o Evangelho puro e simples numa religião, com dogmas, doutrinas, usos, costumes, tradições imutáveis e muita barganha com os homens, em franca e pagã manipulação do nome de Deus. Um ateu famoso não está errado ao afirmar o óbvio: "A religião agrava e exacerba os conflitos humanos, muito mais do que o tribalismo, o racismo ou a política." (Sam Harris – Carta a uma Nação Cristã).
O poder dos discípulos, paradoxalmente, está em não ter poder. E o convite, para que se morra a fim que se tenha vida, é também para a igreja, que é ansiosa para mandar na vida e controlar o mundo. Assim, pretendendo "salvar" a sua vida neste mundo, a igreja não só perde a sua própria vida, mas deixa de ganhar o mundo.Para Jesus, o duradouro era justamente aquilo que não se poderia pegar, nem fixar, nem pontuar, nem ser objeto de visitas turísticas, dada a permanência sucessiva do arbítrio caracterizado pelo cheiro da urinas dos mandões. O que Jesus queria era uma multidão de seres-sal-e-luz se espalhando pela terra, e, se diluindo em sabores e luzes que só seriam sentidas, mas jamais se tornando em Salinas ou em Usinas de luz cristã, a serem visitadas pelos curiosos. Ele esperava que os discípulos fossem como o Mestre, e que aqueles anos de Caminho não ficassem cristalizados nas páginas dos registros dos evangelhos, mas que se tornassem um modo de ser daqueles que O seguem. Já o Reino de Deus é como o fermento escondido... Até que invade e permeia toda a massa da humanidade... Sem ninguém saber como! E sem que ninguém possa dar glória a mais ninguém, senão ao Pai que está nos céus.
Aliás, a proposta de Jesus é tão extraordinária que a vontade de aparecer não pode resisti-la. O sal, por exemplo, foi usado por Jesus como ilustração desse 'desaparecimento' da Igreja na terra. Ele associa o sal ao sabor, e nada mais. O sal tem que ter sabor, senão já não presta para nada! E para que o sal salgue e dê sabor, de fato, ele tem que se dissolver nos elementos que recebem o seu benefício. O sal só salga quando morre como sal visível e se torna apenas gosto, presença, tempero, realidade e bem, embora ninguém possa dizer onde ele está, podendo apenas dizer: Ele está na panela. Mas onde?
Já a Luz do mundo — "vós sois!" — deveria ser a ação contínua da bondade e da misericórdia; de tal modo que os "de fora", ao receberem os benefícios da luz, pudessem discerni-la como boas obras, e assim, eles mesmos, agradecessem a Deus pelos filhos da misericórdia que Ele espalhou pela terra.
Entretanto, o que Jesus propõe, como simplicidade total, logo deu lugar às complexidades regimentais e aos centros de poder. Mesmo dizendo "tal não é entre vós"— referindo-se ao poder de governar dos reis e autoridades —, o que se criou desde bem logo foi aquilo que era comum, não o que era completamente incomum. No cristianismo, Deus tem Seus representantes fixos e certos na terra—o clero, seja ele católico ou protestante—, tem suas doutrinas e dogmas escritos por concílios de homens patrocinados por reis e tem na sabedoria deste mundo seu instrumento de elaboração lógica de Deus: a teologia.
Desse modo, no cristianismo, "Deus" não passa de uma 'potestade religiosa' e de um poder mantido pelos homens, posto que se acredita que sem o cristianismo, Deus está perdido no mundo.
O mundo conheceu o Cristianismo, mas não teve muita chance de conhecer o Evangelho conforme Jesus e segundo as dinâmicas livres e libertadoras do Caminho, narradas nos evangelhos, nas quais o único convite que existe é para "seguir" Jesus.
O Brasil, por exemplo, está cheio de Cristianismo, e, paradoxalmente, quase morto do Evangelho.
O CAMINHO NÃO É UMA REFORMA!
Mas e a Reforma? Para que serviu, então? Qual o fruto dela hoje? Diante do exposto, talvez não seja a hora de propor uma Nova Reforma, tal quais alguns têm idealizado? Não! Reformar a religião é ainda "remendo de pano novo em veste velha"! Buscar reformar o cristianismo nada muda, visto que apenas se adia o comprometimento radical que o Evangelho requer! O Evangelho não propõe uma religião, mas um Caminho Existencial!
A Reforma Protestante elegeu 95 teses; arrancou os ídolos do lugar do culto, e os retirou da devoção dos fiéis; aboliu o papado, acabou com boa parte do clero conforme a formatação católica, e afirmou que a Graça, Cristo, a Escritura e a Fé eram os 'pilares' sobre os quais a igreja deveria ter seus fundamentos. No entanto, a Reforma seguiu se utilizando dos mesmos métodos de estudo e interpretação bíblica, criando seus próprios credos, dogmas, doutrinas e leis morais. A Reforma tornou-se num Catolicismo que fez Dieta. De fato, a coragem que se demanda desta geração é bem maior do que aquela que levou camponeses oprimidos pelo papado de Roma à Reforma Protestante. Digo isto porque, naquele caso, a mudança não era radical. O Evangelho permaneceu 'aprisionado' à Religião; e a coragem revolucionária para se viver o processo contínuo de conversão e de não-conformação com este mundo é aquela que se deixa levar pelo vento do Espírito e caminha pela Fé em contínuo processo de transformação.

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O QUE É UMA ESTAÇÃO?

O que é uma ESTAÇÃO? Uma Estação é um Caminho da Graça. Não é uma franquia, nem uma denominação, nem uma filial. É o espaço comunitário onde se desenvolve todo o conceito do Caminho segundo se pode ler no site [www.caiofabio.com]. Todas as Estações estão ligadas pelo mesmo espírito, e com a unidade de pensamento conforme o Evangelho que temos ouvido da boca e nas palavras do pastor Caio - mentor do processo todo.


Não somos um “lugar” enquanto manifestação física e geográfica do mero ajuntamento de pessoas, e nem, como representação legítima de onde Deus está. Mas, somos um lugar enquanto a simples manifestação existencial do ajuntamento de “gente-boa-de-Deus” que se reúne em torno de Jesus, e que entendeu que o CAMINHO DA GRAÇA é o caminho que todos fazem em Cristo no meio da existência. Portanto, esse ajuntamento é apenas uma ESTAÇÃO na jornada do viver.


Para você entender melhor... basta assistir a essa série de palestras proferidas no I ENCONTRO DO CAMINHO EM BRASÍLIA. Vale muito a pena, e é o ponto de partida prático de todo o processo, com informações imprescindíveis, sem as quais não dá pra conversar sobre o que é uma Estação.


Para começar a ver...
clique aqui!

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O QUE É O CAMINHO?

O Caminho é mais que um lugar ou um clube de iluminados. Trata-se de um movimento de subversão do Reino de Deus na Terra. Por esta razão, "o Caminho" é feito de gente chamada a assumir seu papel de sal que se dissolve e some para poder salgar; de fermento que se imiscui na massa e desaparece a fim de subverter; de pequena semente que se torna grande e generosa árvore que a todos acolhe; de Casa do Pai para os filhos Pródigos e também para os Irmãos Mais Velhos que se alegrarem com a Graça do perdão; e um ambiente espiritual no qual até o "administrador infiel" possa se consertar, e, assim, tentar fazer o melhor do que restou.

No Caminho todos são irmãos, e ninguém é juiz do outro. Assim, ajudam-se, mas não se esmagam uns aos outros, posto que no Caminho todos caem e levantam, todos se enfraquecem, mas não desanimam, todos são humanos, e, com humanidade são tratados, conforme o Dogma do Amor.

Desse modo, "os do Caminho" andam no mundo, no chão da terra, em meio à sociedade humana; e isto sem fazer propaganda religiosa, mas, antes e sobretudo, "sendo" povo de Deus entre os homens vivendo mediante a "fé que atua pelo amor".

Jesus nunca quis fundar uma religião. Nada foi mais danoso para a genuína fé do que terem-na feito tornar-se uma religião, entre as demais.

Seguir Jesus é aceitar um modo de ser, é assumir como vida as Suas palavras, e é dar testemunho do Evangelho não como uma "estratégia de evangelização", mas sim como a natural vocação da Vida em Cristo.

O "Caminho da Graça" é a simples busca de viver o Evangelho com tal consciência entre os homens. Nada mais e nada menos do que isto!

Portanto, se o que você aqui ler for algo que receba o testemunho interior do Espírito Santo como sendo verdade conforme o espírito do Evangelho, então, una-se àqueles que desejam apenas andar conforme o chamado original dos "do Caminho", conforme o livro de Atos.

Caio

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terça-feira, 3 de março de 2009

AMIZADE, O QUE É ISSO?


Amado Pr. Caio, Graça e Paz!!

Num mundo dos orkuts da vida, das tribos para todos os gostos, das terapias sem fim devido aos dissabores dos relacionamentos, da religião cheia máscaras, do "eu te amo, em nome de Jesus" dito porque o "levita" mandou dizer, o que é uma verdadeira amizade? O que a qualifica?

Pode parecer simples a pergunta, mas a cada dia que passa, mais "amizades" ocas tem aparecido e as inimizades tem se espalhado.

Davi foi amigo de Jonatas.

Jesus chamou seus discípulos de amigos.

Quais os critérios e o que qualifica uma amizade saudável e verdadeira?

Nele, Jesus

Marcos

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Resposta:

Mano amado: Graça e Paz!

Se o amor está esfriando, então, quase já não se sabe o que é amizade.

Amigo hoje é o cara que seja vantajoso no que traga para o relacionamento, ou, então, é o cara que faz as mesmas coisas que a gente faça, goste ou pense; ou, ainda: o cara que, não sendo excessivamente chato, precise de nós, o que em geral nos dá um sentido de importância e de bondade — isto na melhor das hipóteses.

Entretanto, no geral, hoje em dia, amigo é o cara que se oferece para se acumpliciar com a gente nas coisas que, em geral, os demais não topam. Assim, nesses casos, o amigo é o comparsa fiel.

Há, todavia, especialmente na Internet, o amigo por disponibilidade de teclar, seja pelo interesse, seja pela solidão, seja pela comunhão de doenças e angustias — digo isto sempre falando “geralmente”.

Há também, na Net, o amigo por interesse sedutor. Muitos se conectam e entram em sites de chats apenas para criarem personas; e, assim, tentarem uma experiência de auto-fabricação virtual, a fim de se sentirem impressionantes nem que seja no mundo virtual.

Sem encontro, sem que se coma sal juntos muito tempo, sem que se atravesse o vale das sombras, ou da morte, ou das lagrimas — não se faz um amigo jamais.

Amizades aparecem pela identificação, mas somente se firmam pelo passar de dissabores juntos, em lealdade e verdade.

Davi e Jonatas, diz o texto hebraico, se aglutinaram um ao outro quando se encontram. Foi o típico caso de amor à primeira vista. Porém, a amizade deles somente se mostrou amizade quando Jonatas, impedido pelo pai, Saul, que desejava matar Davi — contra tudo e todos, mesmo quieto e pacifico, permaneceu leal a Davi, sem que com isso traísse ou abandonasse seu pai; e demonstrou isso até o fim da vida; o mesmo acontecendo com Davi, que não apenas amou a Jonatas, mas expressou isso de modo imorredouro em sua poesia bíblia, como também, mediante o amor e a consideração que teve para com a descendência de Jonatas após a sua morte.

Ao ver a Davi, após a vitória deste contra Golias, o gigante, Jonatas tirou tudo o que lhe dava proteção: escudo, lança, espada, flechas, capa, etc. — e deu tudo a Davi, como gesto de total nudez e desarmamento.

Amizade, portanto, demanda encontro de gente boa e cheia de caráter e de palavra. Sim! Demanda gente em que se possa confiar.

Isto porque não há amizade no coração do mentiroso, ou do de animo dobre, ou do frouxo e covarde, ou do moralista ou legalista...

Não há amizade no coração do mentiroso, ou do de animo dobre, ou do frouxo e do covarde, posto que não saibam ser amigos, pois, amizade demanda verdade e sinceridade franca.

Já o moralista ou legalista, não sabe ser amigo quando o amigo não está bem, ou quando teve problemas morais, ou quando errou, ou quando ficou fraco, ou, por alguma razão, tornou-se, em alguns aspectos, diferente.

Moralistas são pagãos, pois, saúdam e se tornam amigos apenas dos que sejam como eles ou lhes dêem razão, assim como acontece com pagãos, segundo disse Jesus.

O moralista ou legalista é amigo no sucesso, na ortodoxia, na semelhança externa, ou em razão dos mesmos discursos e demonstrações de superioridade moral. Daí um amigo que caia em algum erro, vir logo a ser ex-amigo.

O modelo de amizade, no entanto, é Jesus.

Ele é o verdadeiro amigo, aquele que dá a vida pelos amigos, e não espera que os amigos dêem a vida por ele, mas que tão somente continuem vivendo em coerência com os valores da amizade.

Os amigos eram tolos, ou sentiam-se importantes por estarem com ele, ou até disputavam lugares próximos a ele; outras vezes eram ousados, prometiam coisas que não conseguiriam cumprir; ou até, sem noção, mas por amor infantil, o repreendiam; em outras ocasiões, porém, se convidados para uma noite de espera, dormiam; e, uma vez, até mesmo diante de uma Transfiguração, adormeceram de cansados. Na hora do vamos ver os amigos correram, apenas algumas mulheres ficaram. Ele, porém, não se impressionou com isso, pois, sabia que era amado pelos amigos, embora eles ainda fossem muito frágeis no caráter.

Jesus, no entanto, sabia que eles eram gente boa, e, assim, não os humilhou jamais, antes, mesmo quando caiam ou falavam bobagem ou até fugiam, Ele apenas os acolhia, sabendo que Ele era O Amigo, mas que os outros ainda cresciam para saber o real significado de se tornarem amigos de Deus e uns dos outros.

Por isto, ao ver um amigo que o negara, não o exorta e nem o questiona, mas apenas lhe pergunta: Tu me amas?

Entretanto, nenhum de nós, pode dizer aos nossos amigos: Vós sois meus amigos se fazeis o que Eu vos mando! Rsrsrs. Esta é uma prerrogativa apenas do Absoluto, Jesus.

O amigo é...

Pode-se ficar anos longe dele ou sem falar com ele, que, quando há o reencontro, percebe-se que ainda que muito tenha mudado na existência, nada mexeu na essência do amigo; e, entre esses tais, não há cobranças e nem caprichos.

Amigos que cobram ainda não aprenderam a ser amigos. Amigos que cobram são os que não respeitam a naturalidade dos eventos e das circunstâncias. Amigos que cobram nunca têm amizade espontânea lhes sendo oferecida, mas apenas amizades bondosas e pacientes, no máximo.

Assim, resumindo, digo:

Se Jesus é o paradigma da Amizade, e se Ele é Deus e Deus é amor, então, amizade é amor; e, em tal caso, é amor segundo Jesus, que é aquele amor do qual a maioria não gosta, pois, dele se diz que tudo crê, tudo espera, tudo suporta e jamais acaba; enquanto não age nunca de modo inconveniente, não se exaspera, não se ressente do mal, não se alegra com a injustiça, antes, regozija-se com a verdade.

Quem assim é torna-se amigo até dos inimigos, ainda que continue odiado. Porém, quem seja assim, caso encontre outro que assim também seja, ambos tornar-se-ão amigos para sempre.

De modo muito breve é isso que digo a você, meu irmão e amigo de esperanças no Evangelho.

Nele, que é O Amigo,

Caio

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domingo, 1 de fevereiro de 2009

CRENTES DO SUPEREGO E CRENTES DO EVANGELHO


Você pergunta: O que é o superego?

De acordo com a Psicanálise o Superego faz parte do aparelho psíquico, de que ainda fazem parte o ego (eu) e o id (impulso).

O Superego representa a censura das pulsões que a sociedade e a cultura impõem ao id, impedindo-o de satisfazer plenamente os seus instintos e desejos. É a repressão, particularmente, a repressão sexual. Manifesta-se à consciência indiretamente, sob forma da moral, como um conjunto de interdições e deveres, e por meio da educação, da religião, pela produção do "eu ideal"; isto é, da pessoa moral, boa e virtuosa.

Ora, a maior parte dos crentes que vejo por aí, são discípulos do Superego. Daí precisarem tanto de pastores fortes e impositivos, de igrejas mandonas, de líderes férreos em suas decisões, e, sobretudo, daí também necessitarem de “grupo”, de “vigilância", de clareza nos deveres, e de um Deus Big Brother: com olhos vendo tudo... E mandando para o “Paredão”.

Por isto, longe da “igreja” ou dos “irmãos”, dizem “desviar-se” da fé; ou, ainda, dizem que “não seguram a onda sozinhos”, a menos que haja uma raiz de censura latejando em suas mentes, ainda que seja o latejamento da culpa como dever de comportamento conforme os padrões do grupo ao qual a pessoa pertença.

Você vê isto através de exemplos simples:

1. Pastores juntos e viajando... Ficam irreconhecíveis. Veja-se o que pagam no pay-per-view do hotel e se verá que o gasto é quase todo em filmes pornográficos, sem falar que soltam a franga muitas vezes, na prática;

2. Crentes que vão viver em outros países. Em geral, até que achem uma “igreja”...; uma “igreja” como fiscal da conduta...; muitos se entregam a tudo quanto antes diziam “não” em suas cidades ou países;

3. Os crentes que ficam zangados com a “igreja” ou com o “pastor”, na maioria das vezes se entregam a tudo quanto antes diziam ser ruim. E por que o fazem? A fim de se vingarem da “igreja” ou do “pastor” que lhe condicionaram “hipocritamente” o comportamento. Assim, incoerência de “pastor” praticada contra o crente do superego, em geral resulta em desvio da fé, posto que as pessoas não sejam crentes na consciência, por si mesmas, mas apenas em razão das vigilâncias do superego.

A carga moral e cultural que a “igreja” produz é, muitas vezes, confundida com CONSCIÊNCIA, embora nada tenha a ver com ela.

Os que sofrem em razão das transgressões cometidas contra o Superego, não têm ainda uma consciência, mas apenas um cabresto psicológico.

A CONSCIÊNCIA é tão diferente do superego quanto o espírito seja diferente e mais profundo do que o aparelho cerebral.

Um bom exemplo do que digo vem das figuras dos “filhos” nas parábolas de Jesus.

Sim! O Filho Mais Velho [na parábola do Pródigo] tinha superego, mas não consciência. O Pródigo, no início, rebelou-se contra o Superego e foi... Mas voltou com uma CONSCIÊNCIA!... O mesmo se pode dizer da parábola dos dois filhos, o filho “sim” e o filho “não”. O filho “sim”, que dizia “eu vou”, mas nunca ia, tinha apenas superego em crise de dever moral para com o Pai, mas não tinha consciência. Daí sempre dizer “sim” a fim de agradar as aparências do superego, mas nunca ser capaz de, pela consciência, se mover. Já o filho “não”, não respeitava o Superego, mas, ao fim, respeitava a própria CONSCIÊNCIA, por isto disse “não”, mas, depois, disse “sim” com os atos da vida. Veja no link:

A PARÁBOLA DOS FILHOS “SIM” E “NÃO”

O superego funciona sob olhares e vigilâncias. Já a CONSCIÊNCIA não precisa de “testemunhas” para se conduzir como deve, posto que a ela, a consciência, baste para o individuo; o qual age não porque tema não agir, mas sim porque não tem como não agir ou deixar de agir em razão do que no coração seja certo ou errado.

O Sacerdote e o Levita da história do Bom Samaritano tinham apenas Superego; por isto passarem “de largo” ante ao caído. O Samaritano, no entanto, tinha consciência, não superego. Por isto, sem dar importância a quem poderia ter ajudado e não ajudou..., ou mesmo a qualquer outro tipo de consideração, apenas viu e fez o que podia.

Se você é do tipo que perderia a fé em Jesus se, por exemplo, seu pai, mãe, pastor, pessoa de referencia, ou, no caso de você que gosta de mim, se eu deixasse a fé dizendo que era tudo uma balela — tenho algo a dizer a você:

VOCÊ AINDA É DISCIPULO DO SUPEREGO!

Se o mundo inteiro descrer...; e se todos os meus amados deixarem a fé...; ou mesmo se eu descobri-se uma carta de meu pai dizendo que havia deixado de crer em tudo o que me ensinou, mas que não me teria dito apenas para não me escandalizar — creia: NADA MUDARIA NA MINHA FÉ; pois, faz décadas que meu pai deixou de ter qualquer coisa a ver com minha fé.

A CONSCIÊNCIA começa quando todos se vão..., mas o discípulo fica; e fica dizendo: “Para quem irei eu, visto que agora eu mesmo conheço as palavras da vida eterna?”

É fácil saber se você é discípulo da CONSCIÊNCIA ou apenas discípulo do SUPEREGO:

a) Veja se você pensa em desanimar na fé apenas porque gente que você gostava decepcionou você;

b) veja se você, apesar de tudo e qualquer um, prossegue sempre, sabendo em Quem tem crido.

Se você é b..., então, Graças a Deus o caminho do discipulado está em você. Mas se você é ainda um ser no a..., então saiba: você é ainda um ente religioso e moral, sem raiz em você mesmo, e que pode deixar tudo tão logo os ventos soprem diferente...

Pense nisto e decida quem você quer ser!

Nele, que nos chama a andar pela consciência em fé,

Caio

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