terça-feira, 14 de julho de 2009

O QUE VEM PRIMEIRO: A CRIAÇÃO OU A REDENÇÃO?


Se o Cordeiro foi imolado antes da fundação do mundo, significa que a criação acontece no ambiente da redenção; e não a redenção acontecendo no ambiente da criação, conforme ensina a teologia.
Segundo a teologia prevalente, Deus criou, e como algo deu errado, Ele deu um jeito de amor nas coisas, enviando Seu Filho para resgatar aqueles que, ouvindo acerca Dele, venham a crer; e, então, se continuarem firmes na fé, que significa estar “firme na igreja”, eles vão para o céu.
Mas quem não ouviu, ou ouviu e não “creu” — sendo que estar numa “igreja” é o atestado de que se “creu” —, esse, ou esses muitos (aliás, a maioria absoluta), estão danados num inferno que é visto como um tempo (cronos) sem fim.

Desse modo, a “igreja” é o centro de todas as coisas que concernem ao céu e ao inferno, assim como ela é a parte da humanidade que está salva e tem a obrigação de fazer a outra parte ouvir, aceitar, e entrar para a “igreja”, a fim de ser realmente salvo. É de tal sorte o narcisismo da “igreja”! Essa é a idéia que habita o inconsciente e o consciente da “igreja” e do “cristianismo”.
E é também essa idéia que prevalece nas três religiões monoteístas do mundo: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.
Nesse caso, por mais que Deus ganhe, somente Ele pode explicar como ganhou alguma coisa, visto que a maioria absoluta de Suas criaturas vai direto para o inferno. A menos que a alegria de Deus fosse feita das gargalhadas do diabo.
Entretanto, essa é a simples implicação de ser crer que o Deus Criador é um, e que o Deus Redentor é outro; ou que a Graça comum é uma, e a Graça especial é outra; e que os filhos de criação de Deus são todos os perdidos, e os filhos salvos são apenas os que se tornaram cristãos.
O resultado de se crer que há uma dualidade entre criação e redenção, na prática, é aquilo que nós chamamos de História da Igreja. E essa História declara apenas o desastre de tal visão do mundo.
Na realidade, pode-se dizer que a História do Ocidente, e por extensão de influência e poder, de todo o mundo — é a História de como tal visão de um mundo dual pode acabar com a Terra; como hoje se vê.

Entretanto, se o Cordeiro foi imolado antes da fundação do mundo, o mundo foi criado no ambiente da Redenção; e não o contrário. Ora, tal percepção desconstrói por inteiro o edifício da teologia cristã e acaba com o poder Imperial que a “igreja” tomou para si, desde Constantino.
Além disso, toda a narrativa bíblica ganha sentido; visto que os desastres da criação e as catástrofes humanas — da Queda até hoje —, fazem parte da redenção em processo na criação; sendo que essa redenção é um ato-processo que visa levar a criação e o homem à plenitude deles mesmos; o que só poderia acontecer numa criação que exista já dentro da ambiência da Graça Única.
Se o Cordeiro não fez Sacrifício antes de criar, tudo o mais acontece como remendo de pano novo em veste velha; o que se choca com o modo de Jesus agir. E Ele disse: “Eu e o Pai somos Um”. Na realidade a visão que a teologia cristã tem da Queda e da Redenção é a de “remendo de pano novo em vestes velhas”.
É por isto que não pode jamais dar certo; como jamais deu.
Quem, porém, crê que tudo o que existe já foi chamado à existência no ambiente da Graça, esse nunca mais vê o mundo do mesmo modo; e, em sua mente, jamais a visão das coisas é a mesma.
Mas como tenho dito, as implicações de tal percepção estão para além daquilo que a “igreja” deseja, ou concebe aceitar para si, visto que ela teria que morrer, para poder dar muito fruto.
Somente se na “igreja” houvesse o mesmo espírito que houve também em Cristo Jesus, o qual se esvaziou, se identificou, e não buscou ser nem mesmo quem era (Deus), é que poderia haver algum significado para ela nesta existência ainda. Do contrário, ela não terá qualquer contribuição espiritual a dar à humanidade.
Enquanto isto, os planos de Deus não são frustrados, e Seu Espírito segue abraçando a todas as criaturas; e continua derramando Graça sobre todos os homens,em todos os lugares, segundo a Ordem de Melquisedeque; pois, tudo e todos os que existem, já estão designados para voltarem para Ele; pois, pelo Seu sangue, Ele reconciliou consigo mesmo todas as coisas; as quais, já foram criadas sob o signo da reconciliação eterna realizada pelo Cordeiro antes de todas as criações.
Tal visão, entre outras coisas, nos levaria a tratar da criação como quem ministra um sacramento! No dia em que a visão da fé for a de que a Criação aconteceu no ambiente da Redenção e da Graça, nesse dia, o culto será a vida e a vida será o culto; e a catedral será a existência toda; pois, tudo já é nosso, seja a vida, seja a morte, sejam as coisas do presente ou do porvir; tudo é nosso, e nós de Cristo, e Cristo de Deus.
Nele, em Quem tudo é e todos são,
Caio

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quinta-feira, 9 de julho de 2009

O HOMEM É SEMENTE...

Ninguém foi mais claro e simples do que Jesus quanto a definir as conseqüências que advém de todas as expressões do homem no mundo.
Cada um será julgado pelo que foi. Sim, antes de tudo cada um de nós será julgado pelo que é..., muito mais do que em razão do que se faça.
Esta é a razão pela qual muitos que não fizeram nada de errado serão julgados negativamente, não em razão do que fizeram, mas sim de quem foram, puderam e tiveram..., e, portanto, pelo que podendo..., deixaram de fazer de bom.
Na Parábola das Ovelhas e Cabritos [Mt 25] Jesus nos ensina que a omissão é homicida e atraidora de grave juízo de Deus.
Não é preciso que se faça algo errado... Basta que não se faça nada... e tudo já está errado... Sim, pois até o não fazer, o se omitir, indica quem somos...
Na realidade o que o Evangelho ensina é que não é possível existir sem semear sementes de vida ou morte...
Somos semeadores sempre...
Nosso existir semeia sementes o tempo todo, seja por palavras, pensamentos, sentimentos, atitudes, juízos, ações ou omissões.
Não é possível existir sem semear!
Existir é semear...
Por isto não existe uma existência neutra, como se fosse uma Suíça existencial. Quem existe, semeia...
É por isto que somos advertidos que seremos sempre conhecidos pelo fruto de nossa vida, pois, eu semeio o que tenho no coração.
Mangueiras não dão semente de Fruta-Pão ou produzem flor de cactos.
Foi por esta razão que Jesus foi tão insistente no fato que pelos frutos se conhece o homem, assim como pelos frutos se conhece a árvore.
E mais:
Ele nos deu a mais simples forma de discernir a verdade da vida apenas vendo o fruto da vida.
“Podem ser colhidos figos em espinheiros ou uvas em abrolhos?”
O irmão de Jesus, Tiago, pergunta:
“Pode acaso a mesma fonte jorrar o que é doce e o que é amargo?” — seguindo a mesma lógica da vida ensinada por Jesus.
Paulo nos diz que tratar com descaso tal fato do existir é zombar de Deus, é achar que tal Princípio terá na pessoa que brinca com a vida a sua exceção...
“De Deus não se zomba: pois aquilo que o homem semear isso também ceifará”.
Ou seja:
Quem pensa que pode driblar tal Princípio da Vida, que diz que todo existir produz fruto — bom ou mal; e cada um com suas conseqüências, boas ou más — está brincando com Deus, ou em franco e explicito processo de zombaria de Deus como Criador de todos os Princípios da Vida.
Semear intriga e se queixar de receber ódio é zombaria...
Semear desconfiança e não aceitar colher suspeição ou distancia é brincar com Deus.
Semear corrupção, ou inveja, ou maldade e injustiça, e pretender não colher o desprezo que a maioria dá ao invejoso, o ódio que quase todo homem devolve à maldade e à injustiça recebidos, e ainda perguntar a Deus “por que” e se vitimar diante dos homens como um inocente... — é abominável diante de Deus.
O homem recebe espiritualmente da vida o que espiritualmente semeia na vida; assim como se ele plantar uma semente de uma qualidade e natureza específicas em seu pomar, colherá o fruto que corresponde à semente que ele plantou.
E mais:
Tem-se que saber que Deus perdoa as falsas semeaduras de nossa existência, ou as más sementes lançadas pelo nosso existir, ou mesmo os equívocos de nossas ações, mas, mesmo assim, não nos isenta conhecermos as conseqüências de nossa semeadura existencial e comportamental.
O “malfeitor perdoado” ao lado de Jesus na Cruz foi para o Paraíso, mas colheu todas as conseqüências que sua semeadura humana produziu no mundo.
Aliás, a primeira luz que nele brilhou como ação da Graça de Deus em sua consciência foi compreender que aquilo que o homem semeia ele mesmo ceifa — posto que dissesse: “... nós estamos recebendo o pagamento justo que os nossos atos merecem”.
Você anda por aí cheio de raiva, de cobiça, de amargura, de antipatia, de luxuria, de inveja, de maquinação, de ocultação, de omissão, de manipulação, de mentira, de infidelidade, de ciúmes, de intrigas, de mesquinharia, de intransigência, de desamor, e, depois, espera o quê?
Espera ser amado, querido, respeitado, tratado com dignidade, abraçado com sinceridade?
Sim, espera ficar amigo de Deus, dos anjos e dos homens bons?
Já vivi o suficiente para saber que tudo tem as suas conseqüências.
Sim, podemos até prová-las [as conseqüências] de modo já perdoado, como aconteceu com Davi, mas, mesmo assim, estaremos perdoadamente tendo que viver com as conseqüências do que plantamos.
É também por esta razão que a Sabedoria diz:
“Alegra-te jovem na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias de tua mocidade; anda pelos caminhos e satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos... Sabe, porém, que de todas essas coisas Deus te pedirá conta”.
Ao assim dizer a sabedoria ensina que o homem tem que escolher sempre, e que até as escolhas da juventude mais tenra têm suas conseqüências.
Daí a Sabedoria mandar viver até mesmo nos anos da “irresponsabilidade” — quando “love, then, is something easy to play” — com alegria consciente, pois, mesmo na alegria tola se está semeando algo sempre, e que sempre voltará para nós, não porque Deus o traga, mas apenas porque o semeador e a semente sempre se encontram na vida, posto que na existência o semeador e a semente sempre tenham a mesma natureza e qualidade de ser e existir.
Assim, é preciso realmente saber que tudo o que dizemos, fazemos, pensamos e imaginamos, nós irradiamos...
Sim, até quando nos omitimos e cruzamos os braços...
Outra coisa a se saber é que assim como semeamos em outros, também em nós outros semeiam.
Na realidade existe a semente em mim, no mínimo ambivalente; todavia, com tendência natural a tornar-se apenas mato ou espinheiro.
Entretanto, além disso, outros também semeiam em meu ser desde sempre. São heranças culturais, são influencias na infância, são amizades na adolescência, são traumas familiares, são impressões deixadas por pessoas que passam pela nossa vida..., além das sementes invisíveis das forças e poderes do ambiente espiritual que nos cerca.
No entanto, não se deve culpar os que semearam coisas ruins em nós, pois, culpá-los não salva a ninguém, muito pelo contrário; visto que na maioria das vezes os que assim fazem transferem para outros a responsabilidade..., jamais se curam em relação ao que neles foi semeado como mal.
Eu sou o responsável pelo que semeio e por não deixar que o que foi semeado de ruim em mim... se torne a minha própria semente na vida!
Afinal, é assim que é; pois, tribulação, dor, corrupção e morte vêm sobre a alma de todo homem que semeia o mal; assim como glória, honra, incorruptibilidade e vida eterna brotam como fruto normal na vida de todo homem que busca e faz o que é bom.
Duvidar disso e não atentar para tal realidade imbatível da existência, é como enforcar-se para dormir, esperando acordar um pouco mais descansado...

Nele, em Quem aprendo que aquilo que se semeia, se colhe, mesmo que o perdão nos tenha sido concedido pelo Pai,

Caio
8 de julho de 2009
Manaus
AM

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domingo, 5 de julho de 2009

PREFIRO ME CALAR!


Prefiro me calar quando somente o meu Silêncio é capaz de evitar o barulho incômodo da minha própria indignação.
Preciso me manter calado para que os desafetos, de fato, não afetem a minha paz, nem arranhem meu juízo.
Procuro com o meu Silêncio inspirar a calma e a tolerância no coração dos que alimentam ressentimentos que eu já esqueci.
Procuro com o grito do meu Silêncio fazer com que os ouvidos dos injuriosos se apercebam dos seus enganos.
Nem sempre é possível estar em Silêncio e permanecer calado diante da arrogância daqueles que atiram a primeira pedra.
Às vezes, muitas vezes até, é penoso o esforço de manter a serenidade do Silêncio perante o confronto do egoísmo e das vaidades. Mas assim mesmo eu prefiro o Silêncio e a paz resultantes da certeza que escolhi o melhor caminho que pude, do que a frustração e a dúvida dos que nem ao menos tentaram.
Prefiro a tranquilidade e a paz de ter tentado fazer o melhor mesmo contrariando a descrença e o julgamento precoce daqueles que desistiram.
Prefiro ainda o Silêncio ao invés do revide.
A calma ao invés da inquietação das calúnias.
A tolerância ao invés da provocação.
Prefiro me calar ao invés de proferir palavras que destroem.
Prefiro o Silêncio às palavras que não edificam.
Quero a paz e a tranquilidade que somente o coração que ama possui.
Não quero jamais a amargura e a tristeza que a autossuficiência produz na alma de quem se julga imune aos erros.
Quero no Silêncio da minha voz manter a capacidade de não responder ao que me ofende e às ocultas, denigre o meu nome.
Quero sem palavras, dizer que a ignorância dos fatos, não permitem que eu seja julgado com preconceitos. Que não espero que o meu jeito de ser transforme a maneira de como a indiferença me ve..
Sim, eu quero a paz que o Silêncio de Deus promove na minha alma. Eu preciso ouvir no Silêncio de Deus as verdades que aliviam o meu coração e consola minha alma. Assim, me mantenho calado para ouvir apenas quem pode me dar respostas, mesmo quando não as posso ouvir.
Prefiro o "Não" de Deus que me mantém na esperança, do que o "Sim" da lisonja oportuna que me desvia da fé.
Com meu Silêncio procuro a paz e não a concordância.
Com o meu calar aguardo o tempo da restauração da verdade que me resgate a honra.
Com meu falar contido permito que a lucidez do Silêncio preencha minha mente de oportunidades.
Enquanto permaneço calado diante das ofensas gratuitas, cresce em mim a disposição para a paz e o perdão; aumenta em mim a certeza de que ainda posso ser melhor; que não parei de aprimorar minhas emoções e refinar meus sentimentos. Busco enquanto caminho em Silêncio o meu caminho, me aproximar daquele que perfeito é, Jesus.
Assim, prefiro me calar quando somente o meu Silêncio é capaz de evitar o barulho incômodo da minha própria indignação.

"Duas coisas indicam fraqueza: calar-se quando é preciso falar, e falar quando é preciso calar-se!"

Gérson Palazzo
Santos-SP

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quarta-feira, 3 de junho de 2009

O CAMINHO DA GRAÇA


Em 2003 fui impedido por uma igreja de caminhar com ela. Fiquei sem rumo, pois caminhava com ela em Jesus Cristo, meu Senhor, e queria caminhar com gente.

Procurei a primeira igreja que fui membro quando me converti ao Senhor. Fui bem recebido e honrado entre eles, o que me deixou muito feliz. Porém fui arguido por pregar apenas Jesus Cristo e solicitado a pregar a doutrina dessa igreja.

Quando eu respondi que jamais pregaria a doutrina dela, o pastor me perguntou porquê.

Respondi que se eu pregasse a doutrina da igreja deles todos iriam amar muito a igreja deles.

Ele me perguntou que mal havia nisso.

Respondi que o meu desejo é que todos amem a Jesus Cristo.

Não foi possível continuar ali. Mais uma vez fiquei sem rumo.

Um grupo de irmãos, então, pediu-me que os ajudasse a começar uma nova igreja, pois não suportavam mais a opressão de doutrinas de homens.

Começamos, então, juntos a nos reunir e muito rápido essa igreja cresceu de irmãos em Cristo oriundos da primeira igreja mencionada acima, onde fui pastor por onze anos.

Ouvi, então, o Pr. Caio pela primeira vez na minha vida e quis continuar a ouvir.

Cinco irmãos de peso dessa igreja que, por solicitação deles, eu era presidente, me arguiram por estar indo ao Caminho da Graça.

Eu disse a esses irmãos que eu estava indo ao Caminho da Graça aprender com o Pr. Caio.

Esses irmãos (amados) disseram que o Pr. Caio nada tinha para me ensinar.

Eu respondi que quem decidia isso era eu.

Eles, então, perguntaram se o que eu aprendesse com o Pr. Caio eu iria ensinar entre eles.

Eu respondi que sim, que claro, óbvio.

Disseram, então, que eu tinha que escolher entre um e outros.

Escolhi, então, o Caminho da Graça.

Porém eu ainda não tinha noção do que era o Caminho da Graça.

Eu sabia, sim, o que era o CAMINHO DA GRAÇA. Não por definição, mas por intuição e espírito.

Eu sabia quem era Jesus Cristo, o CAMINHO DA GRAÇA. Não por definição, mas por intuição e espírito. Aliás, eu ainda não O conheço por definição, mas apenas por intuição e espírito.

Mas o Caminho da Graça como fenômeno do nosso ajuntamento eu não conhecia e, confesso, tinha todos os preconceitos possíveis a quem passou por todo tipo de estupro espiritual que as igrejas tem imprimido a seus membros.

De sorte que durante muito tempo me reunindo com os irmãos eu nunca falei do Caminho da Graça, mas apenas do CAMINHO DA GRAÇA. Até que, aos poucos, eu fui vendo muito do CAMINHO DA GRAÇA no Caminho da Graça. Cada vez mais.

O medo do susto foi se dissipando e o lugar da desconfiança transformou no lugar do convívio, pois eu só consigo caminhar com gente e eu preciso continuar caminhando.

E o Caminho da Graça se transformou no lugar do convívio. Transformou-se no lugar onde eu posso ouvir cânticos de quem tem o dom divino de cantar, onde eu posso ouvir quem tem o dom divino de ensinar, onde eu posso repartir com outros dons que Deus me deu, onde eu posso orar por quem precisa e receber orações na hora da minha angústia.

O Caminho da Graça se transformou no lugar onde eu posso chamar todos de irmãos, até os que não caminham conosco lá. Transformou-se no lugar onde eu posso celebrar com alegria o belo que existe no meu irmão, alegrar-me com a alegria dele, repartir com outros a minha, chorar com o que enfraqueceu, caiu, e receber o pranto de quem compartilha minha dor.

O Caminho da Graça é isso.

Quem quer caminhar assim?

Um beijo a todos, com carinho, reverência e amor.

Fonseca

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domingo, 24 de maio de 2009

GRAÇAS DOU



Graças dou por esta vida,
Pelo bem que revelou.
Graças dou pelo futuro
E por tudo que passou.
Pelas bênçãos derramadas,
Pelo amor, pela aflição,
Pelas graças reveladas,
Graças dou pelo perdão.

Graças pelo azul celeste
E por nuvens que há também.
Pelas rosas do caminho
E os espinhos que ela tem.
Pela escuridão da noite,
Pela estrela que brilhou,
Pela prece respondida
E a esperança que falhou.

Pela cruz e o sofrimento
E também ressurreição
Pelo amor que é sem medida,
Pela paz no coração.
Pela lágrima vertida,
E o consolo que
É sem par.
Pelo Dom da eterna vida
Sempre graças hei de dar!

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sábado, 23 de maio de 2009

ALGUÉM ACHA QUE JESUS NÃO SABIA?...

Uma das afirmações mais fortes e realistas de Jesus acerca do sucesso do Evangelho na Terra, digo “sucesso” mensurável por categorias visíveis, foi a sua pergunta “Quando vier o Filho do Homem, porventura encontrará fé na Terra?”

Ele manda que se pregue no mundo todo, a todas as nações, e que se dê testemunho do Seu amor pelos homens, enquanto no ato do viver/pregar, dizia Ele, os que fossem Seus mensageiros e discípulos, amar-se-iam uns aos outros, pois, somente assim o mundo creria...

Ao mesmo tempo Ele declara que quando o Filho do Homem voltasse... fé seria uma raridade no chão do planeta.

Ele manda pregar ao mundo, mas diz: “Se o mundo me odiou, odiará também a vocês”.

Ele ordena que se dê testemunho a todas as nações, mas não disse que as nações se converteriam...

Todavia, quando disse que somente o amor entre os discípulos é que seria o poder comprovador da eficácia do Evangelho, e, assim, seria o único poder com a força necessária para, como testemunho, curvar o mundo ante as evidencias de Seu poder manifesto como cura humana, pelo amor, entre os Seus discípulos... —, também disse que quando o Filho do Homem voltasse não encontraria fé na Terra.

Ora, com isto Ele dizia que se os discípulos se amassem o mundo teria uma chance; mas se não se amassem, nem o mundo, e menos ainda os discípulos, teriam qualquer chance; pois, para Jesus, Igreja sem amor não existe; é sino tocando como latão de má qualidade; é como blasfêmia cantada com cara contrita; é como homem e mulher fingindo que estão tendo prazer; é como o que tivemos: o Cristianismo com cara de poder romano ou terreno..., mas sem nada de Jesus.

Ora, Jesus sabia que assim ninguém creria..., pois, Ele mesmo não creria...

E se Jesus não crê em algo, quem mais genuinamente poderá dizer que sua fé naquela coisa seja real?

Jesus somente se convence ante a fé que atua pelo amor!

Ora, o que não for assim não convencerá a Ele; e como é Ele, pelo Seu Espírito, quem convence o mundo, tal anuncio do “evangelho” no qual Jesus não creia [posto que ainda que “certo” não seja fruto do amor], não convencendo primeiro a Ele, não convencerá ao mundo; pois, não tendo o testemunho Dele, não terá poder sobre o mundo.

Por isto somente me interessa pregar aquilo no que Jesus creia.

Creia em mim..., a partir da coerência da mensagem com o desejo sincero da vida em amor e em perdão para com todos, indiscriminadamente; e não somente isto, mas capaz de manifestar amor simples por todos os homens.

No entanto, esses serão sempre um pequenino rebanho... Pois, os discípulos não se amaram e não se amam, não crêem que sem amor nada aproveita, e insistem em pregar aquilo no que Jesus não crê..., que é um evangelho sem amor e misericórdia.

Por isto, o afã da “igreja” de pregar sem amar, é sua própria condenação, pois, pela falta de amor, a pregação se torna apenas uma barulheira dos infernos...

Assim é a profundidade do realismo de Jesus acerca do “sucesso” da Sua mensagem entregue à Igreja que virou “igreja”.

Enquanto isto, o "Legião Urbana" parece saber disso melhor do que a "igreja":

http://www.youtube.com/watch?v=AKqLU7aMU7M

Nele, quem não levou susto com nada do que fizemos,

Caio
23 de maio de 2009
Lago Norte
Brasília
DF

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LEVANTE DA MORTE MEU IRMÃO!...

O sentimento de impotência que experimento todos os dias lendo cartas e cartas, é imenso, embora, injustificado.

Sim, pois, de fato, salvo algumas exceções, a maior parte dos problemas não é problema para quem tem fé e sabe da esperança da glória de Deus; e, nela vive e nela espera!...

A questão, no entanto, é que os “cristãos” se tornaram gente sem esperança eterna e sem alegria na esperança da glória que em Jesus nos está reservada.

Assim, como nos foi dito pelos “profetas das ilusões”, no mundo não teríamos mais aflições...

Foi-nos dito que o poder de palavras de determinação resolveria tudo, que as ordens dadas pela “fé rehma” iriam solucionar todas as coisas, que Deus designou cada crente para ser líder da vida, que no Senhor prosperidade e dinheiro não se separam, que toda dificuldade é encosto, que toda desgraça é para os outros, que na “terra de Gósem” dos crentes praga alguma chegaria, que marido algum trairia, que filho algum escolheria errado, que depressão nenhuma chegaria, que pânico é apenas para incrédulos; e que a existência seria protegida de todos os infortúnios...

Afinal, assim nos disseram os “profetas do engano”, os quais, hoje, ante a calamidade, não se dignam a responder uma carta a quem os escreva dizendo: “Aceitei, declarei, pulei, e me estrepei... Ajude-me!...”

Desse modo, tendo sido embalados na rede dos enganos e das fantasias, quando o mundo real bate à porta, a maioria pergunta: Por que Deus está me tratando assim?...

Então, vêm os conflitos, as perguntas, as depressões sem cura, os pânicos sem causa, os medos, os sentimentos infantis e fantasioso de perseguição celestial apenas porque a existência é “normal” com os crentes...

Paulo já dissera [mas não se creu] que se a nossa esperança em Cristo for apenas esperança de ganhos e prosperidades neste e para este mundo, sem a vida calçada na alegria da eternidade e da ressurreição, ninguém conseguiria ser mais infeliz na vida do que tal crente sem Deus e sem eternidade como alegria e galardão.

Assim, a cada frustração [e só haverá frustrações tendo tais mentiras como promessas] maior é a desilusão e a fragilidade emocional e psicológica dos crentes...

Tem gente de mais de 60 anos com raiva de Deus porque a mãe de 85 morreu... Vê se pode!... Sim, tamanho é o surto de irrealidade e fantasia que você vê gente chorando apenas porque a vida seguiu seu curso natural e inevitável...

Todos os dias recebo pelo menos duas ou três cartas de gente me falando em suicídio...

As razões?...

O marido saiu de casa, os filhos não são atenciosos, o dinheiro está pequeno, os planos não deram certo, a vida está passando na terra e a pessoa não conseguiu “ser alguém”...

Sim, em geral essas são as razões!...

Outro dia mostrei a história do Pastor Zapata, um homem sem nada, mas rico de tudo... Sim, o fiz para ver se as pessoas enxergam como é diferente a vida que se alimenta da eternidade, e não das contigencialidades deste mundo.

Veja: http://www.youtube.com/watch?v=GZAEvwAXSNw

Há dois dias postei outro texto no mesmo espírito, a fim de provocar a consciência de que a existência neste mundo não é bolinho, e quem pensa diferente está em rota de morte em razão do acumulo de frustrações.

Veja outra vez: RECEBA ESTE SOCO NO MEIO DA CARA COM TODO AMOR!

Minha preocupação cresce, pois, de fato, a vida ainda está boa, ainda está longe de ser o que se tornará... Ora, se em lenho verde todos já estão assim..., que não será em lenho seco?... Sim, se em tempos de paz, andando a pé, cansam-se, como será quando tiverem que viver sem chão?...

A maioria escreve dizendo “sou ovelha do pastor tal e tal” e membro da “igreja tal e tal”... A vontade que me dá é de enviar a carta ao pastor, ao lobo das ilusões, ao diabo eclesial que vendeu tamanha mentira para as pessoas, mas que depois foge de saber as implicações desastrosas na vida dos enganados...

Enquanto os crentes não se converterem ao céu, à eternidade, à glória, à alegria do galardão e do novo nome, e enquanto não aceitarem que neste mundo falta tudo, menos aflições, então, creia: o nível de desespero vai crescer tanto, que, não raramente veremos crentes se suicidando...

Portanto, repito:

Sem eternidade nenhum ser humano consegue ser mais infeliz na Terra do que o crente sem transcendência e sem glória como alegria eterna no coração.

Sem glória, sem eternidade, o prognostico é triste e inescapável: depressão, medo, pânico, desesperança, angustias sem causa, sentimento de vitimização, de ludíbrio, de engano e forte desejo de morrer...

A outra via dessa existência sem a esperança da glória de Deus é a frouxidão e a promiscuidade suicida...

Ora, a conta tem que ser mandada para todos os pastores e igrejas das Prosperidades e do culto ao Imediato!

Eles deveriam pelo menos pagar o caixão e o sepultamento dos irmãos!...

Agora, não tem mais apelação... Ou será conversão ao Evangelho da esperança da gloria de Deus, o qual nos dá poder para nos gloriarmos nas próprias tribulações, ou, então, a alternativa será o que já se divisa: milhares de crentes deprimidos, panicados e com forte desejo suicida no coração.

Leia: PAULO: PROFETA DO QUE NÃO SONHOU!

Veja do que é feita a sua fé... Veja o que existe de Evangelho em você... Veja se você fala de salvação apenas para não encarar o fato de que você morre de medo de morrer... Veja se seu discurso sobre Jesus não é apenas o disfarce de sua profunda falta de sentido e esperança em tudo...

Sim, veja; examine-se; e, ao final, pergunte: “Será que tudo isto que eu chamo de problema não é apenas a minha ilusão de vida, que não suportou os embates da existência, em razão de minha deliberada alienação?”

Sei apenas o seguinte:

Sem a esperança da glória de Deus tudo o que sobre para um ex-cristão existencial [sim, pois gente assim já não tem fé] é o cristianismo mundano, de esperanças falidas..., e que não suportam a verdade dos fatos da existência pura e simples!

Chegará a hora em que o que aqui digo será tão esmagadoramente obvio que parecerá “lugar comum”...

O problema é que tal “lugar comum” é também uma “vala comum”...

Pense nisso e tome a sua decisão de vida!...

Nele, que não pediu ajuda a nenhum engano para dizer como seria e é a vida,

Caio
23 de maio de 2009
Lago Norte
Brasília
DF

LEITURA COMPLEMENTAR:

DÉFICIT DE PAIXÃO
CAIO, SE VIVER É SOFRER, COMO JESUS É A VIDA?
REDENÇÃO E SOFRIMENTO

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